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08/12/2006 - 13h16

Siniora acusa Nasrallah de planejar um golpe de Estado contra o Governo

(Atualiza com mais declarações de Siniora) Beirute, 8 dez (EFE).- O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, acusou hoje o secretário-geral do Hisbolá, Hassan Nasrallah, de planejar um golpe de Estado para derrubar o atual Governo e nomear um primeiro-ministro próximo ao grupo xiita.

Siniora pronunciou tais palavras na sede do Governo em frente a uma delegação de dezenas de seguidores provenientes de Sidon, 38 quilômetros ao sul de Beirute, onde o primeiro-ministro nasceu.

"O mínimo que podemos dizer é que o discurso feito ontem por Hassan Nasrallah não teve êxito. Tenta dar um golpe de Estado contra o Governo, apesar de dizer que chama ao diálogo e crê na democracia", disse.

Siniora também assinalou que "as ameaças de Nasrallah, sua retórica e sua língua se contradizem com os princípios democráticos nos quais diz crer".

Além disso, Siniora assegurou que os lemas do líder xiita levam as sementes da discórdia entre os libaneses.

Em discurso televisionado nesta quinta-feira, Nasrallah pediu a seus seguidores que continuem os protestos, que começaram na sexta-feira passada, para derrubar o Governo de Siniora.

Nasrallah assegurou que o movimento de oposição "não é xiita", mas agrupa libaneses de todos os credos, e rejeitou toda idéia de conflito sectário entre xiitas e sunitas.

"O que o senhor Hassan Nasrallah disse ontem reflete a arrogância e o foco de ira que todos os libaneses rejeitam", afirmou Siniora, interrompido várias vezes durante o discurso pelos aplausos de seus seguidores.

Siniora também negou as acusações feitas por Nasrallah de que o Governo, durante o conflito deste ano entre Israel e o Hisbolá, impediu a chegada de armamento à milícia.

Além disso, o primeiro-ministro acusou a Síria de rejeitar, em repetidas ocasiões, a solicitação do Líbano de demarcar a fronteira comum.

Siniora também acusou o Irã de rejeitar a proposta de Beirute de colocar o território das Fazendas de Chebaa, ocupadas por Israel, sob supervisão da ONU.

Enquanto o Governo acusa o Hisbolá de ser o braço executor dos planos traçados pela Síria e pelo Irã, a oposição acusa o Governo de seguir os ditames dos Estados Unidos.

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