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11/12/2006 - 20h53

Realizado na Espanha o primeiro transplante de braços e mãos em uma mulher

Valência (Espanha), 11 dez (EFE).- Uma espanhola com as mãos amputadas há 28 anos foi a primeira mulher do mundo a receber um transplante completo de antebraços e mãos, em uma cirurgia realizada na cidade de Valência, na Espanha.

Esta intervenção cirúrgica já havia sido realizada seis vezes no mundo, mas pela primeira vez a operação foi feita em uma mulher, explicou hoje o cirurgião Pedro Cavadas, membro da equipe de cirurgia reconstrutiva da Fundação Pedro Cavadas.

Cavadas informou que a operação durou cerca de 10 horas, e foi realizada entre a noite de 30 de novembro e a madrugada do dia 1º de dezembro.

A mulher havia sofrido a amputação das duas mãos há quase três décadas, por conta de uma explosão.

O transplante foi realizado com técnicas inovadoras, o que tornou possível diminuir para menos de quatro horas o tempo de suspensão da irrigação sanguínea (isquemia) dos membros implantados.

Além disso, segundo a equipe médica, a paciente foi preparada imunologicamente para evitar a rejeição das mãos, através de um inovador procedimento de engenharia genética.

Enquanto uma parte da equipe médica extraía os dois membros superiores a partir do cotovelo do cadáver doador - cuja família havia autorizado a doação -, outra equipe de médicos intervinha no corpo da receptora preparando-o para a reparação de ossos, artérias, veias, nervos e tendões.

Cavadas explicou que a doadora era mais jovem que a paciente receptora, embora de raça e tamanho semelhante, e características compatíveis, para poder realizar o transplante bilateral, a seis centímetros acima da articulação do pulso.

Segundo o cirurgião, a mulher, que passa bem e pode ter alta nos próximos dias, poderia recuperar parte da sensibilidade em um período de cinco ou seis meses.

"Quanto mais tempo passa após a amputação de uma mão, os tecidos ficam em piores condições, e mais difíceis passam a ser a reabilitação e a cirurgia", disse Cavadas, que afirmou que a mulher "está feliz por ter as mãos de volta, após 28 anos sem poder contar com elas".

O médico disse que o resultado funcional da cirurgia "deve ser perfeito".

"Ela deve chegar a ter duas mãos úteis, que a permitam levar uma vida independente, o mais próximo possível do normal, e muito melhor do que qualquer prótese", afirmou.

A equipe médica da Fundação Cavadas realiza cerca de 1.400 cirurgias por ano, com técnicas de microcirurgia que beneficiam pacientes considerados inoperáveis ou que ficaram com seqüelas de difícil reparação.

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