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18/12/2006 - 21h56

Natascha Kampusch diz estar infeliz com superexposição na mídia

Viena, 18 dez (EFE).- Natascha Kampusch, a jovem austríaca que foi mantida mais de oito anos presa num porão nos arredores de Viena, disse hoje numa entrevista a uma rede de TV que não está feliz com sua exposição na mídia.

"Não estou nada contente. Parece-me exagerado que as pessoas sejam tão curiosas. Ouvi perguntas realmente desagradáveis", declarou Kampusch ao canal estatal austríaco "ORF".

"Não posso andar sozinha na rua. É muito arriscado. As pessoas falam comigo e me assusto", disse a jovem de 18 anos, na segunda entrevista televisionada que concedeu desde sua libertação, em 23 de agosto.

"Às vezes, as pessoas irritam. Algumas, acho que são simplesmente curiosas ou obcecadas. Mas acho que todas as más intenções que possam ter um dia voltarão para elas", disse Kampusch, que fora seqüestrada em março de 1998, quando tinha apenas 10 anos.

A jovem, que visivelmente ficou mais gorda desde sua libertação, há cerca de quatro meses, acrescentou que "sempre há pessoas que duvidam (de você), que acreditam em conspirações e que sentem ódio".

"Dói muito que ser tratada como uma mentirosa. Quando saí, tinha medo que muita gente não conseguiria acreditar em mim", lembrou Kampusch sobre os primeiros momentos após sua fuga do cativeiro.

A jovem acrescentou que, para sua família, a situação também não é nada fácil: "Todos acham que devemos estar muito felizes, mas agora as coisas do passado voltam. É muito estressante. É muito difícil para minha família".

A história do seqüestro de Natascha Kampusch comoveu meio mundo e transformou-a numa das pessoas mais conhecidas do país.

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