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19/12/2006 - 21h54

Peru será aliado do Brasil e promoverá acordos com Venezuela e Bolívia

Lima, 19 dez (EFE).- O presidente do Peru, Alan García, anunciou hoje que o Brasil será seu "grande aliado" energético na região, mas que não negligenciará as relações com a Bolívia e com a Venezuela, país cujo presidente, Hugo Chávez, considera um "amigo".

García assinalou, em entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros em Lima, que "as prioridades" de seu Governo são a Comunidade Andina (CAN), a união sul-americana e "a formação do arco do Pacífico em vista da Ásia", formado por países latino-americanos desde o Chile até o México.

O presidente assinalou que a partir de 2007 promoverá as negociações para um Tratado de Livre-Comércio com o Brasil, e selará acordos entre a estatal Petroperú e a Petrobras para a realização de trabalhos conjuntos na Amazônia, que fica em território de ambos os países.

García afirmou ter superado suas diferenças com Chávez, a quem considera um "amigo". O presidente peruano ressaltou, no entanto, que eles não pensam de maneira idêntica, pois não "são clones".

Após dizer que ambos coincidem na admiração pelo libertador venezuelano Simón Bolívar, ele afirmou que "nunca" teve "rancor de ninguém", em referência ao desentendimento surgido nas últimas eleições peruanas, quando Chávez manifestou seu apoio ao candidato nacionalista Ollanta Humala, rival de García.

García disse que o presidente venezuelano "é uma personalidade exuberante, exultante, comunicativa".

"Ele reivindica o conceito de união sul-americana do grande Bolívar, de quem sou um admirador e seguidor, pois foi grande em tudo, até nos erros", afirmou o social-democrata.

García afirmou que os dois países reposicionarão nos próximos meses seus respectivos embaixadores em Lima e em Caracas, e que trabalhará com a Venezuela "para evitar qualquer tropeço no futuro".

Disse, além disso, que o presidente da Bolívia, Evo Morales, "é um homem de convicções sociais muito profundas", a quem não dará "lições sobre como governar", porque "tem sua forma nacionalista e soberana de entender seus problemas".

"No Peru escolhemos dar aos pobres mais, mas buscamos fazê-lo por outro caminho; assim como nós, ele (Morales) quer a justiça social e a redistribuição. Acho que, por enquanto, seus primeiros passos, que foram audaciosos, não representaram contradições grandes", comentou.

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