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30/12/2006 - 23h02

Primeiros atentados após execução de Saddam deixam 74 mortos

Bagdá, 30 dez (EFE) - Os primeiros atentados após a execução de Saddam Hussein deixaram hoje 74 mortos nas cidades de Bagdá e de Kufa, enquanto prossegue a polêmica sobre o destino do corpo do ex-ditador.

O atentado mais grave ocorreu pouco depois do meio-dia no bairro de Hurriya, área ao noroeste de Bagdá. Três veículos explodiram - dois deles em uma rua comercial e um terceiro perto de uma escola primária - deixando 39 mortos e 25 feridos.

Atualmente, Hurriya é um bairro de maioria xiita, mas antes da invasão do Iraque, em março de 2003, a área também abrigava sunitas.

No entanto, os iraquianos deste último grupo abandonaram a localidade por causa da violência sectária que teve início em 22 de fevereiro com um atentado contra uma mesquita xiita na cidade de Samarra.

O quarto carro explodiu em frente de um estacionamento que fica no bairro de Al Asadiya e deixou dois policiais feridos.

Outra pessoa morreu e sete ficaram feridas em uma quinta explosão no bairro Al-Iskan.

Este ato de violência não foi o único registrado no Iraque após a execução do ex-ditador iraquiano, que foi enforcado por volta das 6h, hora local (1h, em Brasília).

Fontes do Ministério do Interior iraquiano informaram à Efe que a explosão aconteceu em um mercado de frutas e verduras da cidade de Kufa, 180 km ao sul de Bagdá, e deixou 35 mortos e 45 feridos.

Após a execução de Saddam, milhares de iraquianos saíram às ruas, alguns comemorando a notícia, principalmente nas províncias xiitas do sul do Iraque. No entanto, também foram verificados protestos, como os realizados pelos xiitas do norte do país.

Também hoje, Raghad Saddam, filha mais velha de Saddam Hussein, pediu que seu pai seja enterrado na capital do Iêmen, Sanaa.

No entanto, Racha Al Yasin, sobrinha do ex-ditador que mora na Arábia Saudita, deu uma entrevista à emissora de TV árabe "Al Jazira" solicitando que as organizações internacionais e a ONU pressionem as autoridades iraquianas para que o corpo seja entregue ao seu clã da cidade iraquiana de Tikrit.

Segundo Racha, o clã de Al Bijath quer enterrar Saddam Hussein em um túmulo particular.

Hamad Humud, governador da província de Salah al Din, onde nasceu Saddam Hussein, revelou hoje à Efe ter entrado em contato com o Governo central para garantir que o corpo seja sepultado no povoado de Al Ulya.

Humud disse que, por enquanto, ele e um dos chefes do clã de Saddam Hussein foram convidados a assistir ao enterro do ex-ditador "hoje em um lugar - não especificado - de Bagdá". No entanto, o governador de Salah al Din disse que recusou o convite.

Segundo a autoridade, ele havia pedido a transferência do corpo de Saddam para Tikrit, capital de Salah al Din, que fica cerca de 175 km ao norte de Bagdá.

Humud acrescentou que o clã de Saddam exige receber o corpo do ex-ditador para poder enterrá-lo no cemitério onde estão sepultados seus dois filhos Odeiy e Qusai, mortos em 2004 em confrontos com as tropas americanas em Mossul, 400 km ao norte de Bagdá.

No entanto, os meios de comunicação e os responsáveis iraquianos vêm afirmando desde a ratificação da pena de morte contra Saddam Hussein que o presidente iraquiano deposto será sepultado em um local secreto no Iraque.

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