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02/01/2007 - 12h09

R.Unido: Caso sobre morte de prostitutas terá nova audiência em maio

Londres, 2 jan (EFE) - O caminhoneiro Steve Wright, acusado do assassinato de cinco prostitutas em Ipswich, no sudeste da Inglaterra, deverá comparecer outra vez diante da Justiça em 1º de maio, como determinou hoje um tribunal do condado de Suffolk.

Wright, de 48 anos, compareceu hoje diante de uma corte de Suffolk após ser acusado pela Polícia, em 21 de dezembro, da morte de Gemma Adams, de 25 anos; Tania Nicol, de 19; Anneli Alderton, de 24; Annette Nicholls, de 29; e Paula Clennell, de 24.

As jovens eram prostitutas e trabalhavam em Ipswich. Os corpos das mulheres foram encontrados entre os dias 2 e 12 de dezembro nos arredores desta cidade inglesa.

Na audiência, que durou sete minutos, os magistrados informaram a Wright que ele deverá se declarar culpado ou inocente das acusações que pesam contra ele no dia 1º de maio diante de um tribunal.

O caminhoneiro britânico foi detido em 19 de dezembro em sua casa de Ipswich após uma intensa investigação da Polícia, que pediu a colaboração da população, ao mesmo tempo em que solicitou às prostitutas que não saíssem à noite.

Após ser acusado pela Polícia em 21 de dezembro, Wright compareceu no dia seguinte perante um tribunal de Suffolk. Lá, teve que confirmar sua identidade, data de nascimento e endereço, antes de ser acusado formalmente pelos magistrados.

O caminhoneiro de Ipswich, que vivia perto do bairro de prostituição da cidade, permanecerá detido em uma delegacia de Suffolk.

Outro homem detido em dezembro como suspeito dos assassinatos, identificado pela imprensa como Tom Stephens, de 37 anos, pagou fiança e foi liberado em 21 de dezembro, enquanto as investigações sobre ele continuam.

As cinco mulheres, que tinham em comum uma vida marcada pelas drogas, não apresentavam sinais de violência ou agressão sexual.

Três delas - Nicol, Adams e Nicholls - ainda usavam jóias, segundo a Polícia.

Os investigadores forenses determinaram que Clennell morreu por "pressão no pescoço" e Alderton foi estrangulada. No entanto, as causas das mortes de Nicol, Adams e Nicholls ainda estão sendo investigadas.

De acordo com a Polícia de Suffolk, as acusações contra Wright foram resultado de progressos "significativos" na investigação.

Segundo a imprensa britânica, Wright havia trabalhado como motorista de caminhões pesados e havia sido casado três vezes.

O outro suspeito, Tom Stephens, era solteiro e trabalhava em um supermercado. Stephens também havia sido taxista e confessou à imprensa que conhecia todas as mulheres assassinadas.

Cerca de 500 agentes de 36 corpos policiais de todo o Reino Unido participaram da investigação, uma das maiores realizadas no país.

Os policiais examinaram cerca de dez mil horas de gravações de vídeos filmados por câmaras de circuito fechado de segurança instaladas em diferentes pontos da cidade.

Os assassinatos trouxeram à memória a história de Peter Sutcliffe, conhecido como o "estripador de Yorkshire", que matou treze mulheres entre 1975 e 1980 em várias cidades do norte da Inglaterra.

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