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10/01/2007 - 17h14

Ataques dos EUA deixam 8 terroristas mortos e cinco feridos na Somália

Adis-Abeba, 10 jan (EFE).- Os ataques aéreos realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos contra supostos redutos de membros da Al Qaeda no sul da Somália mataram "oito terroristas" e levaram à captura de outros cinco, afirmou hoje em Adis-Abeba o primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi.

Em entrevista coletiva na capital etíope, Zenawi disse que está esperando os resultados de uma autópsia dos restos mortais de membros da Al Qaeda abatidos com o intuito de confirmar suas identidades.

Em Mogadíscio, capital da Somália, um porta-voz da Presidência somali informou hoje que um dos mortos da Al Qaeda era Fazul Abdullah Mohammed, um dos organizadores dos atentados perpetrados em 1998 pela organização contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, ações que deixaram 224 mortos.

Zenawi esclareceu que os cinco extremistas capturados estão feridos e foram aprisionados pelas tropas etíopes que estão na Somália em apoio do Governo federal de Transição do país. Além disso, afirmou que outros sete conseguiram fugir.

O primeiro-ministro etíope destacou que as operações de suas forças contra as milícias da União das Cortes Islâmicas (UCI) da Somália estão "quase completas" e que os militares etíopes estão atuando em conjunto com os americanos, que fornecem a informação de inteligência.

As milícias da UCI tomaram o controle de Mogadíscio e de outras cidades estratégicas do sul da Somália em junho de 2006, localidades nas quais impuseram um regime fundamentalista baseado na "sharia" (lei islâmica), além de tentarem obter o controle do restante do território.

A Etiópia se envolveu no conflito da Somália ao se sentir ameaçada pelo avanço dos militantes islâmicos, que estavam sendo apoiados por forças da Eritréia, sua antiga inimiga, com a qual ainda mantém uma disputa pela delimitação de sua fronteira comum.

Já os Estados Unidos lançaram, desde a última segunda, três ataques aéreos contra posições dos milicianos islâmicos somalis - aos quais acusou de ter apoiado dirigentes e membros da Al Qaeda - na região próxima à fronteira da Somália com o Quênia.

A Força Aérea americana usou para isto aviões AC-130 e helicópteros de combate baseados, provavelmente, em instalações de uma força de mobilização rápida que mantém em Djibuti, pequeno país que fica entre os territórios da Eritréia, da Etiópia e da Somália.

Washington também enviou para o litoral somali um grupo de batalha naval liderado pelo porta-aviões "Eisenhower" com o intuito de impedir a fuga através do Índico dos dirigentes islâmicos somalis e os membros da Al Qaeda.

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