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16/01/2007 - 14h11

Especialistas não acham que interrogatório sob coerção dê resultados

Washington, 16 jan (EFE).- A maioria dos especialistas acredita que o uso de "métodos coercitivos" no interrogatório de supostos terroristas não leva a informações úteis, informou hoje o jornal "The Washington Post".

O jornal citou um estudo de 374 páginas preparado pelo Conselho de Ciência de Inteligência e publicado pela Escola Nacional de Inteligência de Defesa.

O estudo foi patrocinado pela Agência de Inteligência de Defesa e pela Unidade de Contra-inteligêcia do Pentágono, e foi publicado completo no site da Federação de Cientistas dos Estados Unidos (www.fas.org/irp/dni/educing.pdf).

"Quase não existem provas científicas que apóiem o uso de técnicas de interrogatório polêmicas pelas agências de inteligência dos Estados Unidos, na luta contra o terrorismo", afirmou o jornal.

"Os especialistas acham que alguns enfoques dolorosos e coercitivos podem prejudicar a capacidade para obter boas informações", acrescentou.

O relatório, segundo o jornal, acrescentou que "não foi feita nenhuma pesquisa científica significativa em mais de quatro décadas sobre a eficácia de muitas técnicas usadas, habitualmente, pelas unidades de inteligência e militares dos EUA".

O estudo afirma que "a cultura popular e a experimentação 'ad hoc' estimularam o uso de técnicas de interrogatório agressivas e, às vezes, físicas para fazer com que os (prisioneiros) capturados no campo de batalha falem, embora não haja provas que sustentem a eficácia das táticas".

O coronel Steven Kleinman, que foi principal assessor de inteligência do Pentágono na instrução para a sobrevivência, escreveu que "a comunidade científica jamais estabeleceu que os métodos de interrogatório coercitivos sejam meios eficazes para obter informações".

As informações que os prisioneiros submetidos a esses métodos oferecem, escreveu Kleinman, são às vezes imprecisas ou falsas.

"O isolamento dos prisioneiros, que é uma tática usada regularmente pelos oficiais americanos, causa profundo dano emocional, psicológico e físico, e pode afetar significativa e negativamente a capacidade da pessoa de lembrar-se das informações com precisão", acrescentou o jornal.

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