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02/02/2007 - 19h52

Quarteto se compromete a acelerar processo de paz apesar da onda de violência

Washington, 2 fev (EFE).- O chamado "Quarteto de Madri", formado por Estados Unidos, ONU, Rússia e União Européia (UE), ratificou hoje seu compromisso de acelerar o processo de paz palestino-israelense, apesar da violência gerada entre os diferentes grupos palestinos.

"Não há razão para evitar o fato de como alcançar um Estado palestino" e isso "não significa que de alguma maneira não estejamos atendendo os eventos no terreno", disse a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

Em entrevista coletiva ao término da reunião que o grupo de mediadores internacionais teve hoje em Washington, Rice lembrou que na declaração final do encontro foi expressa "a preocupação" com os confrontos entre facções palestinas.

Os enfrentamentos, que nas últimas 24 horas deixaram 24 mortes, poderiam parar, caso o acordo feito hoje entre o Movimento de Resistência Islâmica, Hamas, e o grupo nacionalista Fatah para aplicar um novo cessar-fogo - que entrou em vigor na terça-feira e que foi rompido dois dias depois - seja respeitado.

O Quarteto expressa sua preocupação sobre a questão e faz um apelo para "o fim imediato e incondicional de todos os atos de violência e terrorismo".

Na mesma declaração, o grupo condena o atentado suicida ocorrido na cidade israelense de Eilat em 29 de janeiro, e pede o fim dos ataques contra Israel, ao mesmo tempo em que pede o respeito à lei e à ordem nos territórios palestinos.

Rice obteve apoio dos seus interlocutores para os esforços de Washington, que buscam reativar o processo e começar a analisar as questões ligadas ao "horizonte político" dos palestinos.

De fato, o Quarteto apoiou sua iniciativa de realizar um encontro trilateral com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que aconteceria durante a próxima visita da chefe da diplomacia americana à região.

Segundo Rice, os palestinos esperam há muito tempo um Estado e os israelenses, paz e segurança. Por isso insiste que a busca por uma solução para o conflito não pode demorar ainda mais.

É "vital" pôr fim ao conflito para contribuir com a estabilidade de toda a região, assinala a declaração final, na qual também pede unidade palestina, "em apoio de um Governo comprometido com a não violência e o reconhecimento de Israel, e que aceite os acordos e obrigações prévias".

É um pedido que diz respeito, mesmo sem mencioná-lo, ao grupo islamita Hamas, vencedor das eleições palestinas em 2006 e considerado uma organização terrorista pelos EUA, por causa de suas atividades de violência e da sua negativa em reconhecer a existência de Israel.

Embora não o citem em nenhum momento na declaração, os membros do Quarteto evidenciaram na entrevista coletiva suas diferenças em relação ao papel que o Hamas pode desempenhar no processo de paz.

Segundo o ministro de Exteriores russo, Serguei Lavrov, os problemas nunca se resolvem "por meio de boicote e do isolamento".

O importante, disse, é que deve haver um Governo palestino "viável", que seja capaz de resolver os problemas dos cidadãos e que esteja disposto a negociar com Israel.

"O Hamas é uma força política e gostaríamos que trabalhasse nessa direção. Todos somos contra a violência e contra os atos terroristas", prosseguiu, antes de assinalar que o grupo islâmico "deveria entender sua responsabilidade" frente aos cidadãos que o apoiaram nas urnas.

"É preciso trabalhar com o Hamas para tentar influir em sua posição, de modo que aceite os princípios formulados pelo Quarteto", e a Rússia o está fazendo, insistiu o ministro desse país, após indicar que falava a título pessoal, e não em nome de todo o Quarteto.

Para ele, esses princípios não podem ficar no papel e esperar que sejam postos em prática "por mágica".

No entanto, a secretária de Estado americana declarou, de forma breve e muito clara, que "não é demais dizer que, para ter um parceiro pela paz, é preciso aceitar a existência da outra parte".

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