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05/02/2007 - 16h54

Governo britânico tranqüiliza população sobre risco de gripe aviária no país

Londres, 5 fev (EFE).- O Governo britânico assegurou hoje que os especialistas sanitários consideram "insignificante" o risco para a sociedade do foco da cepa mais virulenta da gripe aviária registrado em uma fazenda inglesa, ao mesmo tempo reconhecendo que ainda desconhece como a doença chegou ao Reino Unido.

Em um comparecimento perante o Parlamento, o ministro do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, David Miliband, emitiu uma mensagem de tranqüilidade aos cidadãos ao assegurar que "a Agência de Qualidade Alimentar adverte que não há nenhum risco em comer qualquer tipo de produto avícola cozinhado adequadamente, incluindo o peru e os ovos".

Previamente, a empresa proprietária da fazenda, a companhia de alimentação Bernard Matthews, tinha assegurado em comunicado que não havia risco para os consumidores, já que "nenhuma das aves de curral afetadas entrou na cadeia alimentícia".

O primeiro comparecimento oficial do um membro do Executivo de Tony Blair ao Parlamento, após ser confirmado o foco da cepa H5N1 em uma fazenda de Suffolk, aconteceu depois de uma reunião do comitê de emergência do Governo, denominado Cobra.

Em seu discurso Miliband foi taxativo: "Nossos objetivos são claros: controlar a doença, proteger a saúde pública, proteger a saúde dos animais e seu bem-estar, além de recuperar o status de país livre de doença".

O ministro disse que, para o Governo, "chegar à raiz" do foco representa "uma grande prioridade", mas reconheceu que "nesta etapa inicial" o Executivo ainda não sabe "como a doença chegou a Suffolk".

O ministro explicou que o Governo está estudando todas as possibilidades e destacou que a mais provável seria "um vínculo com a população de aves silvestres".

Em declarações à cadeia britânica "BBC", o principal assessor científico do Governo, David King, tinha destacado hoje que o vírus detectado em Suffolk era idêntico ao registrado na Hungria em janeiro, por isso que "poderia haver um contato direto entre uma fazenda húngara e a fazenda de Bernard Matthews".

Miliband anunciou que está previsto para hoje a conclusão do sacrifício das quase 160.000 aves da fazenda afetada e pediu aos proprietários de aves que estejam "alertas" e apliquem as normas de segurança sanitárias.

Desde que o foco foi confirmado, no sábado passado, os empregados da fazenda trabalham contra o relógio para sacrificar todas as aves do local.

Ao redor da propriedade situada em Holton foi estabelecida uma área de proteção de três quilômetros e uma de vigilância de dez.

Além disso, estão sendo aplicadas restrições em uma área de 2.090 quilômetros quadrados que obrigam a manter todas as aves domésticas isoladas do contato com aves silvestres, e a Sociedade Real para a Proteção das Aves (RSPB, sigla em inglês) realiza controles nas duzentas reservas existentes no país.

As aves sacrificadas são transferidas sob estritas medidas de segurança para um local onde são incineradas.

"Há uma proteção total para aqueles que trabalham no lugar como para os cidadãos das áreas vizinhas. Para todas as pessoas envolvidas nas tarefas estão sendo oferecidos equipamento protetor e vacinas (do remédio antiviral) Tamiflu", acrescentou o ministro.

Miliband defendeu a resposta dada após a detecção do foco, que qualificou de "rápida, bem coordenada e apropriada".

Por outro lado, o porta-voz conservador do Meio Ambiente, Peter Aisnworth, destacou que o ocorrido representa um "golpe" para a indústria avícola, mas considerou "fundamental que não se transforme em uma crise".

Até o momento, este é o segundo caso do H5N1 encontrado na UE neste ano, após o detectado na Hungria.

A cepa H5N1 causou mais de uma centena de mortes humanas no mundo todo, especialmente no sudeste asiático.

Os especialistas temem que a cepa possa sofrer mutação até ser capaz de se transmitir entre as pessoas, o que poderia desencadear uma pandemia.

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