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13/02/2007 - 21h00

Conselho de Segurança pede que dinâmica no Oriente Médio seja aproveitada

Nações Unidas, 13 fev (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU pediu hoje que a dinâmica positiva no processo de paz no Oriente Médio seja aproveitada, e criticou qualquer ação que abale esta tendência, como as escavações feitas por Israel na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.

Os membros do Conselho se reuniram formalmente para debater a situação na região, e contaram com a participação do coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Álvaro de Soto.

Em seu discurso, Soto destacou o desenvolvimento positivo gerado pelo acordo obtido em Meca (Arábia Saudita), entre os grupos palestinos Fatah e Hamas, para a criação de um Governo de unidade, apesar de alguns ministérios ainda terem que ser definidos, dentre os quais o de Interior.

Mesmo assim, mostrou-se esperançoso com a reunião de três lados que acontecerá em Jerusalém, em 19 de fevereiro, entre a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, o primeiro encontro político entre as partes em seis anos.

"O objetivo desta reunião trilateral, como disse a própria secretária Rice, é acelerar a implementação do Mapa de Caminho e avançar rumo ao estabelecimento de um Estado palestino", indicou Soto.

O coordenador especial da ONU afirmou que o grande desafio ainda é a violência, seja entre as próprias facções palestinas, seja nos confrontos com o Exército israelense, assim como as restrições financeiras impostas à Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Ele informou que a campanha de busca e apreensão por parte das forças israelenses na Cisjordânia aumentou em 58% desde o começo de 2007, causando uma alta de 88% nos enfrentamentos entre palestinos e israelenses.

Por outro lado, Soto alertou para o déficit fiscal que atinge a ANP, que chega a cerca de 30% do Produto Interno Bruto, e que pode piorar, caso Israel torne efetivas as retenções de renda dos palestinos.

Lembrou também que 80% dos residentes de Gaza dependem de ajuda alimentícia.

O alto funcionário da ONU expressou sua decepção com a falta de ações positivas de Israel, no que diz respeito ao desmantelamento de assentamentos e à construção do muro de separação no território ocupado da Cisjordânia, contrariando a opinião consultiva da Corte Internacional de Justiça.

Além disso, se mostrou alarmado com as tensões que os trabalhos de construção da polêmica rampa rumo às mesquitas sagradas de al-Aqsa e Omar estão provocando, assim como as escavações arqueológicas nas imediações da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém.

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