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18/02/2007 - 19h43

Democratas dizem que pressão contra estratégia atual no Iraque continuará

Macarena Vidal Washington, 18 fev (EFE).- Um dia após o bloqueio de uma moção para condenar o aumento de tropas no Iraque feito pelo Senado, os democratas disseram hoje que continuarão a pressão sobre a Casa Branca para obrigá-la a mudar de estratégia.

A Guerra do Iraque "é o pior erro em política externa já cometido na história dos Estados Unidos", acima inclusive do conflito do Vietnã, disse o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, para a emissora "CNN".

Reid foi um dos vários democratas e republicanos que compareceram a programas de debates na TV para expressar sua opinião sobre o conflito e o bloqueio no Senado de uma moção não vinculativa contra o envio de soldados adicionais ao Iraque.

Uma moção idêntica tinha sido aprovada na última sexta na Câmara de Representantes por 246 votos a 182.

Na Câmara Alta a medida obteve o apoio de 56 legisladores - 49 democratas e sete republicanos -, frente a 34 que se pronunciaram contra, mas mesmo assim não conseguiu seguir em frente porque as normas do Senado requerem um mínimo de 60 votos a favor.

Reid disse hoje que a maior parte dos senadores se pronunciou a favor da moção e contra o aumento das tropas proposto pelo presidente George W. Bush, que prevê o envio gradual de 21.500 soldados adicionais.

"Está claro que a guerra não vai bem. Por isto, nos próximos meses haverá mais votações, como tem que ser", disse o líder da maioria democrata.

Estas votações são "parte de um processo para pedir ao presidente que, por favor, mude o rumo" no Iraque. "O que precisamos não é de um aumento de soldados, é de um aumento da diplomacia", declarou Reid.

Opinião semelhante teve o senador democrata Carl Levin, que afirmou na rede "Fox News" que a estratégia atual "é um erro comprovado".

"O que devemos fazer agora é deixar que o Governo iraquiano assuma a responsabilidade" de seu país, enfatizou.

Por outro lado, o líder da minoria republicana na Câmara Alta, Mitch McConnell, disse, também na "CNN", que para dar ao Governo iraquiano de Nouri al-Maliki uma possibilidade de êxito é necessário que as tropas americanas se mantenham no país.

Com relação ao bloqueio no Senado da moção de negação, McConnell afirmou que seu partido estava disposto a usá-la caso os democratas tivessem aceitado debater uma moção paralela para vetar qualquer tentativa de cortar fundos para o aumento de tropas.

A negação de fundos é uma das responsabilidades do Congresso e é uma das armas que os democratas poderiam usar para expressar sua rejeição ao envio extra de soldados, embora os líderes do partido não tenham se pronunciado sobre esta questão.

Neste sentido, McConnell expressou seu apoio à realização de mais debates no Senado nos próximos meses sobre o Iraque: "haverá outro debate. Vamos querer que seja realizado um sobre os fundos para as tropas", afirmou.

Em declarações à "CNN", o porta-voz presidencial Tony Snow voltou a defender a nova estratégia proposta por Bush, sobre a qual disse que "nem teve uma oportunidade para começar a funcionar".

"A guerra é complicada, mas a solução não é que saiamos. É proporcionar os recursos e os reforços que nossas tropas necessitam para realizar seu trabalho e, ao mesmo tempo, dizer aos iraquianos: vocês têm que começar a assumir as responsabilidades", declarou Snow.

Até agora 3.133 soldados americanos morreram e outros milhares ficaram feridos na Guerra do Iraque, que todos os dias provoca a morte de cerca de cem de iraquianos e já deixou mais de dois milhões de exilados.

As pesquisas indicam que a maior parte dos americanos se opõe ao envio de 21.500 soldados ao Iraque, que se juntarão aos mais de 140.000 que já estão no país.

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