UOL Notícias Notícias
 

03/03/2007 - 18h59

Royal aposta na defesa européia e promete que manterá força de dissuasão

Paris, 3 mar (EFE) - A candidata socialista ao Palácio do Eliseu, Ségolène Royal, apostou hoje em fazer surgir na Europa um "ator estratégico independente" da Otan e prometeu manter a força de dissuasão francesa em um nível de "credibilidade" caso vença as eleições presidenciais de abril-maio.

Em discurso em Paris sobre sua política de defesa, Royal disse que, caso chegue ao Palácio do Eliseu em maio, tomará "iniciativas" para apoiar "a ambição de uma grande política de defesa ao serviço da segurança européia e da paz no mundo".

A candidata socialista também disse que cuidará para que a Otan "não se desvie rumo a um papel de autoridade do mundo, em substituição da ONU".

Para a francesa, é necessário que a União Européia tenha sua própria defesa, pois os interesses de segurança dos países que a integram "convergem, o que nem sempre é o caso com os Estados Unidos", e o bloco tampouco está exposto às mesmas ameaças.

Royal afirmou que a Europa deve ganhar também "autonomia" dos Estados Unidos no abastecimento de armas e "otimizar" seus esforços de defesa com uma maior coordenação industrial na Agência Européia de Defesa.

A socialista acrescentou que existe uma ameaça de "estagnação" no esforço espacial europeu. "A França e a Europa devem estar presentes no setor espacial, em particular na observação (da Terra), sob pena de ter de colocar nossa segurança nas mãos de outros", disse.

Em nível nacional, Royal disse que a força de dissuasão francesa se fundamentará no "princípio da estrita suficiência" para mantê-la "em seu nível de credibilidade", mas sem concorrer com os Estados Unidos ou a Rússia.

Segundo Royal, os programas de simulação que substituem os testes nucleares continuarão, assim como a renovação dos vetores aéreos e submarinos e a entrega dos submarinos de nova geração.

No entanto, a socialista anunciou o lançamento "muito rápido" de uma "reflexão aberta" da qual participarão militares, industriais armamentistas, pesquisadores, universitários, diplomatas e parlamentares para definir as prioridades para a força de dissuasão a partir de 2015.

Royal também se comprometeu a manter o orçamento para gastos de Defesa nos atuais 2% para que a França possa enfrentar as novas ameaças como o terrorismo.

Além disso, a candidata socialista disse que pretende associar o Parlamento francês ao controle das operações militares francesas no exterior, assim como às exportações de armamento.

Caso seja eleita presidente, Royal anunciou que estabelecerá um plano de apoio social aos militares e a suas famílias, e que generalizará as eleições às instâncias de negociação do Exército.

Para que a juventude se associe ao "esforço coletivo da defesa", Royal afirmou que implementará "um serviço cívico curto que poderia ajudar uma formação militar para missões de proteção civil e de defesa do território".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host