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12/03/2007 - 11h58

Pentágono planeja alternativa militar no Iraque, segundo "Los Angeles Times"

Washington, 12 mar (EFE) - O Pentágono começou a planejar uma estratégia alternativa para o Iraque que inclui "a retirada gradual das forças americanas e o treinamento de agentes iraquianos", informou o jornal "Los Angeles Times".

A publicação, que cita como fontes militares e consultores do Pentágono que não são identificados, acrescentou que a alternativa contempla a possibilidade de a estratégia atual "fracassar ou ser barrada pelo Congresso".

A estratégia alternativa, segundo o "Los Angeles Times", "se baseia em parte na experiência dos Estados Unidos em El Salvador nos anos 1980".

Sobre o tema, o jornal lembra que os EUA nunca enviaram tropas de combate a El Salvador para enfrentar os guerrilheiros, e sim investiram milhões de dólares para equipar, armar e treinar as forças militares do Governo salvadorenho.

Em janeiro, o presidente George W. Bush ordenou o envio de 21 mil soldados adicionais para se juntarem aos 140 mil que os EUA mantêm no Iraque.

Segundo o chefe de Estado americano, este aumento temporário das forças ajudaria o Governo iraquiano a estabelecer o controle, ao menos em Bagdá.

O Congresso, onde os democratas têm maioria nas duas Casas, discutiu alternativas que vão desde o corte de fundos destinados à guerra até a imposição de objetivos e prazos para que os EUA retirem gradualmente as tropas do Iraque.

O jornal lembrou ainda que, no Vietnã, da mesma forma que agora no Iraque, a participação militar direta dos EUA envolveu o envio de milhares de soldados, enquanto em San Salvador Washington enviou em uma década apenas 55 efetivos para que treinassem as forças governamentais.

Essa nova estratégia, segundo a publicação, seria uma mudança "radical na atual política do presidente Bush, que consiste no envio de um grande número de tropas com táticas agressivas contra os insurgentes, mas possui o apoio de pessoas influentes no Pentágono".

"A nova rodada do planejamento ocorre em uma atmosfera de tensão extraordinária dentro do Pentágono, que está lidando com uma guerra que, em breve, entrará em seu quinto ano, que vai mal e que coloca grandes exigências sobre todas as forças dos EUA no mundo inteiro", indicou o diário.

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