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04/04/2007 - 16h05

ONU pede eliminação de minas e ajuda às vítimas destes explosivos

Nações Unidas, 4 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje que os países erradiquem as minas e outros explosivos remanescentes dos conflitos armados, além de oferecerem ajuda às 15 mil vítimas causadas por estes artefatos a cada ano.

Por ocasião do Dia Internacional da Conscientização e Ação contra as Minas, Ban disse que milhões de pessoas de cerca de 80 países correm o risco de morrer ou de ficarem feridas devido às minas antipessoais e outros explosivos.

"Estes dispositivos continuam fazendo 15 mil novas vítimas por ano. A perda de vidas e de extremidades é inaceitável. Causam estragos nas formas de subsistência da população, além de bloquear o acesso a terras, estradas e serviços básicos", disse.

O secretário-geral da ONU enfatizou que é preciso aproveitar este dia de comemoração para avaliar os esforços conjuntos feitos pelas Nações Unidas, Governos e ONGs para a desativação de minas, mas também para observar o que resta a fazer.

Entre os esforços positivos, destacou a adesão e ratificação de 153 países ao tratado que proíbe as minas antipessoais, assim como a destruição de 40 milhões de minas no mundo todo e a suspensão quase total da produção e venda destes explosivos.

Ban pediu a adesão dos Estados a estes tratados e outros, como a Convenção sobre Proibição ou Restrição ao Uso de Certas Armas Convencionais, com 32 signatários que se reunirão pela primeira vez em novembro.

Além disso, considerou que é um avanço significativo para as vítimas das minas e explosivos a aprovação e abertura do período de assinaturas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências.

"Peço a todos os Estados-membros que cumpram suas obrigações sob estes tratados, e dêem assistência aos países afetados e às vítimas destes explosivos", disse.

Ban também pediu que a comunidade internacional tome medidas imediatas para abordar os devastadores efeitos humanitários das bombas de fragmentação, e elogiou a iniciativa de alguns países de criar um instrumento que proíba esse tipo de arma.

"Estas bombas matam e ferem indiscriminadamente a população civil tão freqüentemente como as minas", disse o secretário-geral da ONU.

Após reconhecer os desafios pela frente na coordenação e mobilização de recursos, Ban concluiu com um chamado para redobrar os esforços em nível nacional e local em relação à erradicação das minas.

Ao longo desta quarta-feira, as Nações Unidas têm várias atividades comemorativas programadas, entre elas a simulação na sede da ONU em Nova York das tarefas de desativação de um campo de minas por especialistas.

"As pessoas que fazem a desativação de minas são as mais valentes da Terra", disse o diretor do Serviço de Ação contra as Minas da ONU, Maxwell Gaylard.

"Devemos manter estas atividades na agenda política, pois, embora o número de pessoas atingidas por estes explosivos tenha diminuído na última década, ainda é inaceitável", disse.

Para conscientizar as pessoas, a ONU também inaugurará uma exposição intitulada "Medo perdurável", que mostram as fotografias de Charlotte Oestervang e Bobby Neel Adams sobre o efeito nos indivíduos destes explosivos remanescentes das guerras.

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