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07/04/2007 - 13h07

Juiz ordena prisão preventiva de três homens acusados por ataques de Londres

Pedro Alonso Londres, 7 abr (EFE).- Um juiz britânico ordenou hoje prisão preventiva das três primeiras pessoas acusadas de conspiração para os atentados contra a rede de transportes de Londres, em 7 de julho de 2005, que deixaram 56 mortos, incluindo os quatro terroristas suicidas.

Na audiência realizada no tribunal londrino de Westminster, o juiz Timothy Workman decretou que os acusados permaneçam sob custódia policial até o dia 20, quando acontecerá uma audiência preliminar no tribunal de Old Bailey.

Os três homens, que compareceram perante o magistrado, são acusados de conspirar com os autores dos atentados entre os dias 1º de novembro de 2004 e 29 de junho de 2005. O ataque também deixou cerca de 700 feridos.

Os supostos terroristas são Mohammed Shakil, de 30 anos; Waheed Ali, conhecido também como Shipon Ullah, de 23; e Sadeer Saleem, de 26; todos procedentes de Leeds, cidade do norte da Inglaterra, onde residiam três dos responsáveis pelo massacre.

A Promotoria do Estado britânico acusa os três indivíduos de conspirar "de forma ilegal e maliciosa" para causar "explosões no sistema de transporte de Londres e/ou em atrações turísticas de Londres".

Embora as acusações não especifiquem os lugares turísticos, a imprensa britânica assegura que se trata de alvos como o Big Ben, a famosa torre do Parlamento britânico, e o Palácio de Buckingham, residência oficial da Rainha Elizabeth II.

A Promotoria afirma que os três homens participaram de trabalhos de "reconhecimento e planejamento" antes dos atentados de julho de 2005 a fim de conspirar com os "máximos responsáveis" pelo ataques.

Durante a audiência, os acusados se limitaram a confirmar seus nomes e datas de nascimento. Um dos acusados, Sadeer Saleem, solicitou a liberdade mediante pagamento de fiança, mas o juiz negou o pedido.

Os três supostos terroristas foram detidos no último dia 22 durante uma operação conjunta dos serviços secretos britânicos e da Polícia.

Shakil e Ali foram presos no aeroporto de Manchester (norte da Inglaterra), quando pretendiam embarcar em um avião com destino ao Paquistão. Já Saleem foi detido em uma casa de Leeds.

Na quinta-feira passada, o subcomissário Peter Clarke, chefe da brigada antiterrorista da Scotland Yard, disse que as acusações foram apresentadas contra os três indivíduos após "21 meses de intensas investigações".

Desde os ataques, a Polícia recolheu mais de 15 mil declarações e seguiu cerca de 19 mil pistas na busca de supostos colaboradores dos suicidas, detalhou Clarke.

O subcomissário não quis divulgar detalhes sobre as investigações, que definiu como "um quebra-cabeças de milhares de peças", mas afirmou ser "muito provável" que novas detenções sejam efetuadas no futuro.

Os terroristas, todos britânicos - três de origem paquistanesa e um de procedência jamaicana -, atacaram três vagões do metrô de Londres e um ônibus urbano na manhã de 7 julho de 2005.

Mohammed Sidique Khan, de 30 anos; Shehzad Tanweer, de 22; e Jermine Lindsay, de 19 e único envolvido de origem jamaicana; explodiram suas "mochilas-bomba" em três vagões do metrô de Londres.

Hasib Hussain, de 18 anos, detonou a quarta bomba em um ônibus de linha, enquanto passava por Tavistock Square, perto do Museu Britânico.

Um relatório oficial formulado no ano passado pelo Governo do Reino Unido concluiu que os instigadores do massacre continuavam livres e que, certamente, havia conexões dos atentados com a rede terrorista Al Qaeda, que chegou a reivindicar os ataques na internet.

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