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18/04/2007 - 15h44

Quase 150 morrem em Bagdá na pior onda de atentados desde plano segurança

Ali Moussa Bagdá, 18 abr (EFE).- Bagdá viveu hoje seu dia mais violento desde que, há dois meses, começou a ser implementado o plano de segurança Aplicamos a Lei, após uma onda de ataques com carros-bomba que mataram pelo menos 146 pessoas e deixaram quase 200 feridos.

No pior dos seis atentados com carro-bomba em diferentes bairros da cidade, pelo menos 110 pessoas morreram e 116 ficaram feridas após uma explosão em uma praça do distrito de Sadriya.

As imagens transmitidas pelas televisões refletiam a grande devastação causada pelos ataques nesta movimentada praça e nos edifícios que a cercam.

Veículos totalmente carbonizados, lojas depredadas e janelas quebradas compunham o cenário do local. Muitas pessoas se reuniram na praça para ajudar nos trabalhos de resgate e socorro.

Enquanto isso, no bairro xiita de Cidade de Sadr, reduto dos seguidores do clérigo radical Moqtada al-Sadr, outro carro-bomba matou pelo menos 20 pessoas e feriu outras 51.

O veículo explodiu na Praça Mudhafar, uma das entradas do bairro, onde vive quase um terço da população da capital iraquiana.

Na terça-feira, o bloco político leal a Moqtada al-Sadr oficializou sua saída do Governo de coalizão do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki. A formação disse que um dos motivos seriam as divergências quanto à gestão de segurança no Iraque.

De acordo com fontes policiais, o carro era dirigido por um terrorista suicida, que tinha como alvo um posto de controle conjunto da Polícia e do Exército.

No entanto, o intenso tráfego no local o impediu de atingir seu alvo, levando-o a explodir o carro na praça.

Também no centro de Bagdá, no bairro de Kerrada, dez pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas na explosão de outro carro-bomba.

Segundo fontes policiais, o carro estava parado nas proximidades do Hospital Abdel Majid, no bairro de Kerrada, e explodiu em plena hora do rush.

Kerrada é um dos bairros comerciais de Bagdá de maioria sunita que têm forte atuação dos grupos insurgentes, como pôde ser percebido pelos confrontos entre rebeldes e a Polícia iraquiana.

Outro ataque no bairro de Al-Sayediya, no sudoeste de Bagdá, deixou duas pessoas mortas e outras oito feridas, entre elas quatro policiais. Um carro-bomba dirigido por um suicida explodiu perto de um posto de controle da Polícia.

Além disso, outros dois atentados com carros-bomba deixaram quatro mortos no sul e no centro da capital.

No ataque do sul de Bagdá, um terrorista suicida jogou seu carro contra uma patrulha da Polícia, matou dois agentes e deixou quatro pessoas feridas, duas delas policiais.

Em Surya, centro da capital, duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas na explosão de uma bomba que estava no microônibus em que viajavam.

Esta onda de atentados gera dúvidas quanto à eficácia do plano Aplicamos a Lei, que as forças iraquianas e americanas começaram a aplicar conjuntamente em 14 de fevereiro.

Há três dias, o porta-voz oficial do dispositivo de segurança, Qasem al-Musawi, anunciou que, desde que o plano entrou em vigor, 521 pessoas morreram e outras 1.095 ficaram feridas em atentados em Bagdá.

Musawi demonstrou otimismo com os números, principalmente ao compará-los com os 1.940 mortos nos 30 dias anteriores à aplicação do plano.

No entanto, o violento dia de hoje e fatos recentes como a saída do Governo do Bloco Sadr, cujas milícias tinham deixado de atuar desde o começo do plano, deixam dúvidas quanto ao futuro da capital iraquiana.

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