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28/04/2007 - 11h13

Trabalhistas se preparam para grande baque em eleições no Reino Unido

Londres, 28 abr (EFE) - O Partido Trabalhista britânico, no poder desde 1997, deve sofrer um grande baque eleitoral no dia 3 de maio, quando a formação política pode perder, ao mesmo tempo, o Governo da Escócia, a maioria em Gales e vários municípios nas eleições parciais da Inglaterra.

Os trabalhistas parecem resignados com o desastre eleitoral que se aproxima. Alguns, inclusive, já enxergam na situação o início do fim do Novo Trabalhismo, pois duvidam que a saída de Tony Blair do Governo trará grandes mudanças.

Nas eleições autônomas e municipais da próxima quinta-feira, deverá ser emitido um voto de protesto contra o homem que levou o país à guerra no Iraque e que, após anunciar que sua gestão seria "mais branca que o branco", viu-se envolvido em uma série de escândalos.

A perda de credibilidade de Blair é tamanha que muitos de seus correligionários queriam que o primeiro-ministro anunciasse antes do pleito a data em que passará o poder ao seu sucessor, que deve ser o ministro de Finanças, Gordon Brown, para que, desta forma, o partido recuperasse alguns eleitores.

Muitos não conseguem confiar no homem que já mentiu para os britânicos uma vez sobre as verdadeiras razões para invadir o Iraque e não parecem dispostos a votar novamente no Partido Trabalhista até que o atual chefe de Governo esteja definitivamente fora do número 10 de Downing Street.

O desânimo dos trabalhistas é tão grande que, para os 10.455 postos disponíveis nas eleições municipais britânicas, o partido só pôde apresentar candidatos para 6.360.

O número é menor que o dos liberais democratas, que concorrem com um total de 6.600 representantes, e está muito aquém dos 9.256 dos "tories" (conservadores).

Apesar de o cenário eleitoral não estar muito favorável aos trabalhistas em todos os locais onde a votação será celebrada na quinta-feira, o maior trauma será, sem dúvida, a perda da Escócia, que até agora havia sido um porto seguro do partido.

Há mais de 50 anos os trabalhistas venciam todas as eleições locais e gerais nesta parte do Reino Unido. No entanto, as pesquisas indicam que o partido de Blair e Brown, ambos escoceses de nascimento, perderá para os nacionalistas de Alex Salmond.

Salmond, por causa do petróleo do Mar do Norte, pretende fazer da Escócia uma espécie de nova Noruega, tornando-a independente do resto do Reino Unido.

O nacionalista prometeu organizar um plebiscito sobre o assunto, o que não conseguirá, no entanto, caso não obtenha a maioria absoluta e seja obrigado a formar um Governo com os liberais democratas, que se opõem à independência.

As eleições autônomas da Escócia e Gales e as municipais da Inglaterra revelarão o poder não só dos três grandes partidos - trabalhista, conservador e liberal-democrata -, mas também das formações menores, como os Verdes e o xenófobo Partido Nacional Escocês, que podem ser beneficiados com a rejeição dos grandes.

Isso porque, a julgar pelas pesquisas, os eleitores que se dizem frustrados com o Novo Trabalhismo não parecem querer votar nos conservadores, cujo líder, o jovem David Cameron, lembra muito Tony Blair.

Os principais beneficiados deste voto de protesto poderiam ser, por um lado, os liberais-democratas, e, por outro, os ambientalistas e demais grupos pequenos.

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