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08/05/2007 - 06h25

Timorenses votam amanhã no segundo turno da eleição presidencial

Florentino Goulart Díli, 8 mai (EFE).- Mais de 500 mil pessoas poderão votar amanhã, no segundo turno das eleições presidenciais da República do Timor-Leste, disputado pelo independente José Ramos Horta e por Francisco Guterres, do Fretilin.

O presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Faustino Gomes Cardoso, afirmou hoje em Díli que estão registrados como eleitores 268.917 mulheres e 255.166 homens.

A votação começará às 7h (19h desta terça-feira, em Brasília) e vai até as 16h (4h de Brasília).

A porta-voz da Polícia das Nações Unidas (UNPol) em Díli, Monica Rodrigues, disse que 1.639 agentes se unirão amanhã aos 1.400 policiais encarregados de garantir a segurança nas eleições.

O porta-voz da Força de Estabilização Internacional, comandante Ivan Benítez, disse à Efe que cerca de mil soldados (800 australianos e 200 neozelandeses) apoiarão o trabalho da UNPol e da Polícia.

A situação hoje na capital timorense é normal e sob controle, sem incidentes violentos.

Os dois candidatos à Presidência pediram a seus seguidores que aceitem o resultado das urnas. Já a influente Igreja Católica pediu hoje a participação dos eleitores.

"Em nome da Igreja Católica no Timor-Leste, apelo à população que exercite seu direito a votar e que eleja um novo presidente, de acordo com sua consciência", disse o bispo de Díli, Alberto Ricardo da Silva, à imprensa da capital.

"Se conseguirmos escolher de forma justa e pacífica um novo presidente, contribuiremos para solucionar os problemas da nação", acrescentou.

"Não temam ninguém neste país. Não tenham medo das armas ilegais, da intimidação e do terror, Por favor, votem num novo presidente que possa nos tirar da crise", concluiu.

O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, insistiu na necessidade de uma alta participação do eleitorado para consolidar a democracia no Timor-Leste, o Estado mais jovem e um dos mais pobres do planeta, que nasceu em 20 de maio de 2002.

O nível de participação no primeiro turno, dia 9 de abril, chegou a 81,77%.

Em mensagem lida hoje à nação, Ban pediu que os dois candidatos e seus seguidores "reajam ao resultado de maneira pacífica".

"A ONU continua firmemente comprometida a ajudar o povo timorense no caminho do progresso, da paz e da democracia", acrescentou o secretário-geral das Nações Unidas.

No entanto, quer o eleito seja Ramos Horta, prêmio Nobel da Paz em 1996 e primeiro-ministro interino do país nos últimos 10 meses, ou Guterres, presidente da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independiente (Fretilin), o maior partido do país, a crise não deve se resolver. Os dois representam projetos opostos.

Ramos Horta mantém boas relações com a Igreja Católica, a Austrália e a comunidade internacional em geral. Já o Fretilin defende um Estado rigorosamente laico e de esquerda.

A verdadeira batalha política, porém, será nas eleições parlamentares de 30 de junho, que determinarão a composição do Legislativo e do futuro Governo.

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