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17/05/2007 - 15h57

Bush e Blair reafirmam continuação de uma bonita amizade

Macarena Vidal Washington, 17 mai (EFE).-ro britânico, Tony Blair, e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reafirmaram hoje sua amizade pessoal e entre seus dois países, na última visita de Blair como chefe de governo do Reino Unido a Washington.

Os governantes, que mantiveram uma estreita relação desde os atentados de 11 de setembro de 2001, se reuniram por uma hora para uma conversa de trabalho antes de darem uma entrevista coletiva no Jardim da Casa Branca na qual teceram elogios mútuos.

Bush, de acordo com Blair, é um "líder firme, implacável, intrépido e decidido". E o primeiro-ministro, segundo o presidente, é "um dirigente respeitado", que "quando fala, os demais escutam".

O primeiro-ministro do Reino Unido anunciou na semana passada que abandonará o poder em 27 de junho, desgastado em boa parte pelas críticas a seu apoio incondicional aos EUA durante a Guerra do Iraque.

No entanto, hoje repetiu várias vezes que não lamenta ter dado esse apoio aos americanos.

"Tomei essa decisão e estou orgulhoso dela", disse o primeiro-ministro em fim de mandato, que será substituído pelo seu ministro da Economia, Gordon Brown.

Segundo Blair, uma boa relação entre Washington e Londres convém não só aos dois países, mas à paz e a estabilidade do mundo. "Foi uma relação polêmica, pelo menos em meu país, mas nunca duvidei que fará do mundo um lugar mais sólido", afirmou Blair.

O primeiro-ministro expressou sua convicção que as boas relações continuarão quando Brown assumir o poder no Reino Unido.

"Acho que continuaremos sendo um aliado firme e incondicional", assegurou.

Que Brown será o novo primeiro-ministro foi confirmado nesta quarta-feira, depois de ter ficado claro que não serão apresentados oponentes nas eleições internas trabalhistas que estavam previstas para 24 de junho.

Bush afirmou que o sucessor de Blair é "um bom tipo" e assegurou que colaborará com ele "da mesma maneira que o primeiro-ministro me ajudou".

"Sentirei falta de Tony Blair? Claro que sim. Cooperarei com o próximo? Certamente", assegurou o presidente, que, de bom humor durante toda a entrevista coletiva, se mostrou surpreso pela animosidade das perguntas dos jornalistas britânicos ao primeiro-ministro.

"Parece que estão dançando sobre seu túmulo político", comentou.

O presidente começou a entrevista com uma brincadeira consigo mesmo. O primeiro-ministro do Reino Unido "dirigiu seu povo desde 1797", afirmou Bush, em uma referência a sua gafe durante a visita da rainha Elizabeth II da Inglaterra na semana passada a Washington, quando em discurso afirmou que a soberana já esteve no país há dois séculos, em 1776.

Em sua reunião desta manhã, ambos os líderes abordaram assuntos bastante mais sérios.

A situação no Iraque foi o destaque das conversas. Os dois participaram de uma videoconferência com os comandantes militares no terreno sobre os últimos eventos.

"É uma guerra que não podemos nos permitir perder", assegurou Blair aos jornalistas.

O presidente e o primeiro-ministro falaram também sobre a missão da Otan no Afeganistão, a situação no Oriente Médio e o programa nuclear iraniano.

Além disso, analisaram a próxima cúpula do Grupo dos Oito - os sete países mais desenvolvidos e Rússia - que será realizada entre 6 e 8 de junho na Alemanha, e que terá como assuntos centrais o meio ambiente e a ajuda à África.

Blair, que chegou na quarta-feira a Washington e partirá hoje mesmo, passou a noite na Casa Branca, a convite de Bush, e não, como costuma em outras ocasiões, na embaixada britânica.

"Foi uma maravilha tê-lo aqui", afirmou o presidente americano.

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