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19/05/2007 - 17h34

Lula viaja ao Paraguai para promover aproximação bilateral

Rio de Janeiro, 19 mai (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iniciará amanhã uma visita oficial de dois dias ao Paraguai, um membro do Mercosul que hoje reivindica maior atenção e tenta aumentar o faturamento elétrico.

Oficialmente, o Governo brasileiro realiza a visita como uma aproximação bilateral, a convite do presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, que servirá para promover negócios conjuntos em biocombustíveis, e para inaugurar duas novas turbinas em Itaipu, que pauta as relações entre os países há três décadas.

Lula permanecerá no Paraguai nos dias 20 e 21, acompanhado por vários ministros. A chegada ao aeroporto internacional de Assunção está programada para as 16h (17h de Brasília) e, duas horas depois, se reunirá com empresários dos dois países.

Segundo o Ministério de Relações Exteriores, "os dois presidentes examinarão os principais temas da agenda bilateral, como a cooperação nas áreas de energia elétrica e biocombustíveis, agricultura e defesa sanitária".

Além disso, vão falar sobre infra-estrutura, alfândegas, segurança fronteiriça, cultura e educação.

"Tratarão dos principais assuntos relativos ao comércio bilateral e à integração das redes produtivas", afirmou o Ministério.

O Governo Lula evita alusões diretas à intenção do Paraguai de renegociar o contrato de fornecimento de eletricidade de Itaipu, assim como a dívida paraguaia de US$ 19 bilhões com o Brasil, associada à construção da hidroelétrica.

No entanto, Lula admitiu esta semana que o Governo se preocupa com "a ruptura de contratos", ou seja, de acordos legais em alguns países da América Latina.

"Viajei com o presidente Duarte e disse que, na medida em que quebramos acordos, a relação fica mais difícil", afirmou durante uma entrevista coletiva.

Na agenda oficial da visita, está prevista a discussão de temas de interesse do Mercosul, "incluindo os esforços regionais para superar as assimetrias do bloco", formado também por Argentina, Uruguai e Venezuela.

Paraguai e Uruguai, os dois membros mais fracos, pedem maiores benefícios comerciais, alfandegários e de investimento por parte de Brasil e Argentina para reduzir os enormes abismos no desenvolvimento relativo do bloco.

Em 2006, o comércio entre Brasil e Paraguai somou US$ 1,5 bilhão, com exportações brasileiras avaliadas em US$ 1,2 bilhão, muito superiores aos US$ 296 milhões faturados pelo Paraguai, a maior parte com eletricidade.

Entre janeiro e abril, o intercâmbio total foi de US$ 521 milhões, com exportações brasileiras em US$ 413 milhões e importações do Paraguai em US$ 108 milhões, segundo dados do Ministério de Relações Exteriores.

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