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20/05/2007 - 10h27

Irã diz que acelerou atividades nucleares e que "não dependem de diálogo"

Teerã, 20 mai (EFE).- O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Gholamreza Aghazadeh, afirmou hoje que seu país acelerou as atividades nucleares e disse que elas "não dependem do diálogo" com o Ocidente.

Aghazadeh, citado pela agência "Irna", fez a declaração cerca de dez dias antes da próxima reunião entre o principal negociador iraniano, Ali Larijani, e o alto representante de Política Externa e Segurança da União Européia (UE), Javier Solana.

"Nosso objetivo é desenvolver a tecnologia nuclear, assim como instalar e implementar 50 mil centrífugas", disse Aghazadeh, acrescentando que "o andamento das atividades nucleares do Irã tem velocidade e desenvolvimento satisfatórios".

"Nunca dissemos que nossos esforços técnicos dependiam das negociações", disse o alto responsável iraniano a respeito da afirmação de que o avanço nuclear de seu país impede o progresso do diálogo com a UE.

No entanto, Aghazadeh insistiu em que os países ocidentais "têm que colocar como ordem do dia negociações sérias e profundas com o Irã".

Larijani anunciou que sua próxima reunião com Solana, a segunda desde o encontro no final de abril em Ancara, na Turquia, acontecerá em 31 de maio em "um país europeu".

A comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, mantém dúvidas sobre o programa nuclear iraniano, com suspeitas de que Teerã pretende utilizá-lo para fins bélicos, apesar da insistência iraniana de que suas atividades têm somente fins pacíficos.

Larijani insistiu recentemente que seu país não abandonará o enriquecimento de urânio, e considerou "perda de tempo" a exigência da comunidade internacional a respeito.

Solana tinha qualificado de "difícil" o diálogo com o Irã devido à recusa de Teerã em suspender seu programa nuclear. O chefe da diplomacia da UE havia dito que as conversas não progrediam, mas que acreditava ser importante continuar tentando o diálogo.

A produção de urânio enriquecido é legal de acordo com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), mas é um tema delicado, porque o material pode ter tanto fins militares quanto civis.

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