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03/06/2007 - 23h34

Começa no Panamá a 37ª Assembléia Geral da OEA

Orlando Lizama Panamá, 3 jun (EFE).- Os chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) iniciaram hoje na capital do Panamá sua 37ª Assembléia Geral, com o objetivo de promover a cooperação para concretizar a decolagem econômica de seus países-membros.

A cerimônia, que foi assistida pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, constituiu a partida de uma série de reuniões entre os chanceleres da região nos próximos dois dias para analisar "a energia e o desenvolvimento sustentável", tema oficial do encontro.

Um dos atores mais importantes a partir de amanhã será a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que agendou reuniões bilaterais com vários chanceleres, disseram fontes diplomáticas.

Nesses encontros e nos discursos da reunião que terminará na terça-feira com a assinatura da Declaração do Panamá também serão tratados outros assuntos como a não renovação da licença de transmissões da "Radio Caracas Televisión" ("RCTV") e o terrorismo, anteciparam fontes diplomáticas.

Em ambos os temas o ator principal é a Venezuela, um país que trava um áspero diálogo com os Estados Unidos pelo caso do anticastrista Luis Posada Carriles e enfrenta críticas pela medida tomada contra a "RCTV".

A Venezuela pediu aos EUA a extradição de Posada Carriles, acusado por Caracas de explodir uma bomba em um avião da companhia aérea Cubana de Aviación em 1976, num atentado que matou 73 pessoas.

Os Estados Unidos disseram que o caso é um assunto bilateral que não é da competência da OEA.

A cerimônia de inauguração aconteceu no Teatro Nacional do Panamá no marco do avanço econômico e democrático registrado na região nos últimos anos.

Em seu discurso inaugural, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, mostrou-se agradecido por esses avanços dos últimos anos, nos quais se consolidou a democracia e se reduziu a pobreza.

O secretário-geral indicou que só entre novembro de 2005 e dezembro de 2006 foram realizadas 36 eleições de primeiro e segundo turno em 21 Estados-membros, todas elas pacíficas, com participação em massa e resultados que todos aceitaram.

Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) regional cresceu 5,3%, índice que começa a mostrar a diminuição da pobreza na região.

Apoiando-se em dados da Comissão Econômica Para a América Latina (Cepal), Insulza afirmou que o número de pobres caiu para 205 milhões e o de indigentes para 79 milhões.

Paralelamente, multiplicaram-se os acordos de livre-comércio e a integração regional foi acelerada.

No entanto, "ainda não conquistamos o direito de ser otimistas.

Somos impedidos pela lembrança de outros momentos em que achamos que tínhamos começado o caminho do desenvolvimento apenas para cairmos depois na crise, vítimas de nossos próprios erros", advertiu Insulza.

Com essa declaração, o secretário-geral da OEA recomendou que a região atue com prudência, especialmente frente aos desafios como a pobreza, o crime, o desafio à governabilidade e o crescimento sustentável.

Insulza insistiu no tema da pobreza da América Latina ao afirmar que, apesar dos progressos dos últimos anos, aproximadamente 40% da população continua sendo indigente.

"Cem milhões de latino-americanos dormirão esta noite sem ter se alimentado suficientemente" e a pobreza não tem cores, disse o secretário-geral ao manifestar que o problema atinge a todos sem distinção de raça.

Sem citar diretamente o caso da "RCTV", Insulza manifestou que "uma democracia plena supõe a criação de um clima de plena tolerância".

Nesse sentido, lembrou as bases da Carta Democrática Interamericana que incluem o respeito dos direitos humanos, da liberdade de expressão e do pluralismo político.

Além disso, lembrou a todos "a obrigação dos Governos de dirigir por suas normas constitucionais e pelo estado de direito".

A cerimônia, que também foi assistida pelo presidente panamenho, Martín Torrijos, começou com um discurso do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que pediu aos países da região que realizem as deliberações com "visão e coragem" para criar uma vida melhor para as gerações futuras.

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