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03/06/2007 - 20h00

Primeiro-ministro somali sobrevive a novo atentado e acusa Al Qaeda

Mogadíscio, 3 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Somália, Mohammed Ali Ghedi, escapou ileso hoje de um novo atentado, o qual deixou oito mortos e dezenas de feridos na capital Mogadíscio, segundo autoridades locais.

Em declarações a uma emissora de rádio local, Ghedi acusou a rede terrorista Al Qaeda de ter perpetrado o ataque com um carro-bomba na porta de sua casa.

"Os terroristas querem desencorajar o Governo e a nação somali, mas não terão êxito", acrescentou o primeiro-ministro.

Este é o terceiro atentado sofrido por Ghedi, mas o primeiro dirigido contra sua residência.

O primeiro-ministro não se feriu e permanece em um lugar seguro, informaram fontes militares consultadas pela Efe.

Um dos funcionários de Ghedi disse à Efe que no atentado morreram oito pessoas e que outras dez ficaram feridas, apesar de a imprensa local ter contabilizado mais de 20 feridos.

"O ataque ocorreu quando o primeiro-ministro estava em sua casa", acrescentou a fonte oficial.

Uma das testemunhas do incidente disse que viu quando uma caminhonete em alta velocidade tentou derrubar o portão da residência de Ghedi, no norte de Mogadíscio.

O veículo foi interceptado pela segurança do primeiro-ministro, mas o motorista chegou a detonar o explosivo.

Testemunhas disseram que momentos depois da explosão, forças de paz da União Africana (UA) chegaram ao local e levaram Ghedi para um lugar seguro.

Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

Na Somália, grupos clandestinos das Cortes Islâmicas e milicianos de clãs que se sentem marginalizados do poder perpetram a maioria dos ataques terroristas.

O porta-voz das forças de paz da União Africana, capitão Paddy Ankunda, disse que suas tropas chegaram à residência de Ghedi poucos minutos depois do ataque. Ele ressaltou ainda que o primeiro-ministro "está em um lugar seguro".

As tropas da União Africana procedem da Uganda, o único país que pôde servir de moradia aos soldados e que lhes permite cumprir sua missão de paz, repleta de riscos devido à alta periculosidade do conflito na Somália.

Desde 1991, quando um golpe derrubou o ditador Mohammed Siad Barre, a Somália vive sem um Governo que tenha conseguido impor sua autoridade e em meio às lutas entre diferentes clãs, às quais, no ano passado, se somaram os milicianos islâmicos.

O ataque de hoje ocorre dois dias depois de uma embarcação americana atacar, no litoral nordeste somali, um local onde supostamente se encontravam militantes da Al Qaeda.

Desde que assumiu o cargo, em novembro de 2004, este é o terceiro atentado sofrido por Ghedi.

Em 17 de maio, o comboio de Ghedi foi atingido por uma granada, que não explodiu.

No entanto, em 6 de novembro de 2005, várias pessoas lançaram granadas contra seu comboio quando este passava por Mogadíscio, provocando a morte de quatro membros de sua comitiva.

Já em 18 de setembro, foi a vez de o presidente Abdulahi Yousef Ahmed ser alvo de um ataque. O líder somali sofreu um atentado no qual um veículo carregado de explosivos se chocou contra sua comitiva.

A investida deixou um saldo de seis mortos.

Ghedi foi designado primeiro-ministro da Somália no Quênia, onde foram eleitos o Parlamento e o presidente. Ele chegou a exercer suas funções da nação vizinha até 24 de fevereiro de 2005, quando retornou ao seu país de origem.

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