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12/06/2007 - 16h37

PND arrasa em eleições egípcias para a Câmara Alta

Cairo, 12 jun (EFE).- Os resultados preliminares do primeiro turno das eleições para o Conselho Consultivo egípcio (Câmara Alta) realizada ontem, dão vitória quase absoluta aos candidatos do governante Partido Nacional Democrático (PND).

Segundo fontes do Conselho Supremo Eleitoral, o governamental PND obteve um total de 70 cadeiras das 77 em disputa, enquanto dos outros sete assentos um ficou com o partido de oposição esquerdista Tagamo e os outros seis com independentes.

Se estes dados, que ainda não são oficiais, forem confirmados, não seria necessário realizar um segundo turno em nenhum circunscrição, prevista para o dia 18 de junho.

Os Irmãos Muçulmanos, principal força da oposição e que não conseguiram nenhum assento, denunciaram o processo eleitoral e acusaram o Governo de "fraude".

Nestas eleições, marcadas pelo desinteresse geral, a repressão contra os conservadores Irmãos Muçulmanos e a denúncia de irregularidades, foi renovada a metade dos assentos do Conselho Consultivo para uma legislatura de seis anos.

Das 132 cadeiras que estão sendo renovadas, 44 serão nomeadas pelo presidente egípcio Hosni Mubarak, como estipula a lei, enquanto das 88 restantes, 11 já tinham ido para o PND antes do processo eleitoral por falta de rivais.

Segundo fontes ligadas ao Conselho Supremo Eleitoral, o anúncio oficial das eleições poderia acontecer amanhã de manhã.

O Ministério do Interior disse ontem à noite, após o fechamento da votação, que o processo eleitoral transcorreu com tranqüilidade em todos os colégios eleitorais, e que o único fato foi a morte de Ahmed Abdel Salam, de 24 anos, em um incidente em uma localidade da província de Al Sharquiya, ao nordeste do Cairo.

Estas declarações oficiais contrastam com as dos Irmãos Muçulmanos e várias ONGs, que denunciaram detenções e irregularidades nestes primeiros pleitos sem supervisão judicial desde a reforma constitucional aprovada em março.

O canal de televisão catariana "Al Jazira" mostrou hoje imagens nas quais se mostrava como uma pessoa introduzia várias cédulas na mesma urna situada em um colégio eleitoral.

"O que aconteceu ontem (durante o pleito) constitui um retorno às décadas negras de fraude e falsificação que sucederam no Egito antes do ano 2000", denunciou Hamdi Hassan, porta-voz dos Irmãos Muçulmanos, em entrevista coletiva realizada hoje no Cairo.

Hassan insistiu em que "o que aconteceu representa um novo revés para a vida política e eleitoral egípcias, já que se cometeram numerosas infrações à lei e à Constituição, que devolveram o flagrante controle policial e a repressão dos eleitores".

Segundo sua opinião, o Egito "se transformou em algo cômico pelo tipo de democracia que o regime pratica".

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