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15/06/2007 - 12h32

Dois militares da RDC são acusados de assassinar jornalista da "Rádio Okapi"

Kinshasa, 15 jun (EFE) - Dois soldados do Exército da República Democrática do Congo (RDC) foram acusados de terem assassinado o jornalista congolês Serge Maheshe, informou hoje a "Rádio Okapi".

A "Rádio Okapi", financiada pela Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monuc) e emissora para a qual o repórter trabalhava, disse que na quinta-feira começou o julgamento perante um tribunal militar na delegacia provincial da Polícia.

Serge Maheshe, assassinado quarta-feira, era o editor da "Rádio Okapi" em Bukavu, a capital da província de Kivu.

O jornalista havia acabado de sair da casa de um conhecido e estava entrando em seu carro com dois amigos quando dois homens foram em sua direção e, depois de obrigá-lo a se sentar, atiraram várias vezes em sua direção.

Cerca de mil pessoas compareceram na quinta-feira nos arredores da delegacia de Bukavu, onde teve início o julgamento.

Dezenove pessoas, entre elas oito mulheres, foram acusadas de ligação com o assassinato, mas os supostos autores materiais são dois militares que foram detidos em uma base naval.

Na quinta-feira, a organização congolesa Jornalistas em Perigo disse que Maheshe havia escrito uma carta no início de maio na qual falava sobre uma briga com dois militares nas proximidades de sua casa.

"Depois das investigações, descobrimos a arma que foi usada para assassinar a vítima", disse à "Rádio Okapi" o inspetor-geral da Polícia de Kivu, o general Gaston Luzembo, confirmando que o assassino e seu cúmplice já foram identificados.

Maheshe, congolês de 31 anos, era casado e pai de um bebê, e trabalhava na "Rádio Okapi" desde que a emissora foi fundada, em 2002. O jornalista já havia recebido ameaças por causa de seu trabalho.

Bukavu está localizada no leste do país e é uma das regiões mais instáveis da RDC.

Vários jornalistas e suas famílias sofrem ameaças de morte no país, em uma região considerada muito delicada pelas organizações que lutam pela liberdade de imprensa.

Desde 2005, três jornalistas foram mortos no país e somente na capital, Kinshasa, ao menos 13 repórteres foram detidos ao longo de 2006.

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