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25/06/2007 - 19h51

"Não conheço Vavá pessoalmente", diz Tarso Genro

Madri, 25 jun (EFE).- O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou hoje em Madri, na Espanha, que não conhece pessoalmente Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que nunca recebeu nenhum telefonema dele.

Vavá é suspeito junto com outras 39 pessoas de estar envolvido na máfia dos caça-níqueis. Ele havia sido indiciado pela Polícia Federal sob a acusação de tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário.

Segundo as escutas telefônicas realizadas pela PF, o irmão mais velho de Lula utilizou o nome do ministro para que intermediasse a favor de seus interlocutores.

"(Vavá) disse que falaria com o ministro da Justiça, mas não o conheço pessoalmente", afirmou Genro, que reiterou, no entanto, que "o irmão do presidente não foi incriminado" neste caso.

No relatório do Ministério público, acrescentou, não há nenhuma denúncia contra seu nome.

A imprensa divulgou recentemente algumas gravações de conversas telefônicas em que um investigador da polícia, identificado como "Gildo", pede a Vavá que o ajude para conseguir a transferência de seu filho, agente da Polícia Federal de São Borja (Rio Grande do Sul).

O irmão de Lula afirmou que o documento da transferência seria encaminhado ao ministro Genro, que se encarregaria da mudança.

Apesar de a promotoria não ter incluído Vavá na lista das 39 pessoas denunciadas formalmente no último dia 19, pediu à PF que realize novas investigações contra o irmão do presidente.

Segundo Genro, a Operação "Xeque-Mate" é só mais uma amostra de que o "o sistema está reagindo" e "funcionando".

O ministro se reuniu hoje com seu colega espanhol, Mariano Fernández Bermejo, e com o titular da pasta do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, com quem discutiu a relação bilateral e a cooperação na área policial e de inteligência para enfrentar o crime organizado.

Genro também se encontrou com o juiz da Audiência Nacional, Baltasar Garzón, e fez um convite ao magistrado para ir ao Brasil em setembro para apresentar às autoridades policiais, judiciais e administrativas sua experiência em processos judiciais contra a lavagem de dinheiro.

Amanhã, o ministro da Justiça participará dos cursos de verão organizados pela Universidade Complutense de Madri, em San Lorenzo de El Escorial, em que discutirá "os limites da representação política".

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