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29/06/2007 - 14h50

Lula: produção integrada e biocombustíveis farão Mercosul superar assimetrias

Assunção, 29 jun (EFE).- O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, frisou hoje na 33ª Cúpula do Mercosul que a integração produtiva e os programas de produção e consumo de biocombustíveis permitirão que as disparidades no bloco sul-americano sejam superadas.

Em discurso na reunião de presidentes do Mercosul e dos países associados que acontece em Assunção, o governante brasileiro disse estar "convencido de que a integração das cadeias industriais, junto com a eliminação de barreiras injustificadas, é o melhor meio para (assegurar) o progresso eqüitativo" dos povos da região.

Lula acrescentou que o mundo está diante de um desafio energético, e lembrou que "os biocombustíveis oferecem oportunidades sem paralelo para transformar a região em um pólo industrial e tecnológico, na vanguarda dessa revolução energética".

A experiência brasileira mostra as vantagens ambientais, sociais e econômicas da produção de combustíveis alternativos, que também "não compromete em nada a segurança alimentar de nosso país", assegurou Lula.

Aparentemente, o comentário foi uma resposta a seu colega boliviano, Evo Morales, cujo país é associado ao Mercosul e que antes havia alertado para os perigos que o desenvolvimento dos biocombustíveis pode representar para a segurança alimentar dos povos.

Lula destacou a criação de um grupo de trabalho no Mercosul para o desenvolvimento dos combustíveis alternativos na região.

Após lembrar que se comprometeu a fomentar a instalação de empresas brasileiras do setor em outros países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai), o presidente destacou que o bloco já criou mecanismos para reduzir as disparidades regionais.

Como exemplo, citou a criação do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), que beneficia principalmente o Paraguai e o Uruguai, e lembrou que nesta cúpula também foram instaurados fundos de ajuda à pequena e à média empresa.

Lula destacou ainda que o Mercosul, em seus 16 anos de existência, "não é o que todos sonhavam, mas contribuiu de maneira excepcional para o desenvolvimento" de seus países-membros.

"É um processo que levará alguns anos para alcançar seus objetivos", acrescentou o governante, que reconheceu que o maior desafio é a superação das graves assimetrias entre países e regiões do bloco.

Entre os mecanismos para a superação dessas disparidades, Lula destacou o acordo regional para erradicação da febre aftosa, que ajudará as exportações de carne, um dos produtos mais importantes da região.

Por outro lado, o presidente brasileiro disse que, nos próximos meses, Brasil e Argentina começarão a utilizar suas moedas locais no comércio bilateral. Além disso, elogiou a decisão de a experiência ser ampliada a todo o Mercosul.

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