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02/07/2007 - 09h55

Governo peruano se nega a politizar extradição de Alberto Fujimori

Pequim, 2 jul (EFE).- O Governo peruano se nega a politizar o processo judicial enfrentado no Chile pelo ex-presidente Alberto Fujimori e respeita a atuação da Justiça, afirmou hoje em Pequim o vice-ministro de Relações Exteriores chileno, Gonzalo Gutiérrez.

O ex-presidente peruano está em prisão domiciliar no Chile à espera de ser extraditado por vários crimes de corrupção e contra a humanidade.

"Os procuradores do sistema de Justiça peruano lidam com o assunto com toda eficácia e o Governo não quer dar intencionalidade política a um processo no qual a promotora estimou suposto delito de culpabilidade em dois casos muito graves: os massacres de La Cantuta e Barrios Altos, além dos crimes de corrupção", afirmou.

Gutiérrez, que viajou à China para analisar a fluência das relações bilaterais e impulsionar acordos econômicos e culturais, expressou também sua confiança em que o estudo de viabilidade em andamento para a negociação de um acordo de livre-comércio entre os países seja concluído no fim de julho.

"Talvez possamos lançar a negociação na próxima cúpula do Fórum para a Cooperação do Ásia Pacífico (Apec) na Austrália", disse.

Um acordo de livre-comércio elevaria a "associação estratégica" a relação dos dois países.

Com a intenção de impulsionar o conhecimento e os intercâmbios entre os países, o Peru tenta o estabelecimento de semanas culturais respectivas, que incluiriam a emissão de filmes pela televisão.

O vice-ministro participou hoje da assinatura de um princípio de acordo entre o Instituto Nacional de Cultura peruano e a Sociedade da Grande Muralha chinesa para intercâmbios culturais, de experiências e técnicas de conservação de estruturas de pedra e cooperação em turismo sustentável.

As duas partes serão beneficiadas, particularmente os monumentos de Cuzco e uma colaboração com a administração da região de Badaling na Grande Muralha, que recebe o maior número de turistas.

Gutierrez afirmou hoje o apoio mútuo de Lima e Pequim na eleição das Sete Novas Maravilhas do Mundo, na qual Machu Picchu e a Grande Muralha estão entre as favoritas.

"A considerável distância física que nos separa, diminui com nossas ações e nos impulsiona a um esforço maior para que nossas culturas e povos se conheçam cada vez mais e reforcem sua tradicional amizade", disse na cerimônia o vice-ministro peruano.

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