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03/07/2007 - 19h42

Parlamento do Mercosul discutirá ultimato de Chávez ao Congresso brasileiro

Montevidéu, 3 jul (EFE).- O presidente do Parlamento do Mercosul, o uruguaio Roberto Conde, disse nesta terça-feira que iniciará consultas para discutir com os legisladores de todos os países o ultimato dado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao Congresso brasileiro para que ratifique o processo de adesão.

"Faremos as consultas do caso. O Parlamento não se reunirá até 6 de agosto, mas a mesa vai se encontrar no dia 16 de julho. Antes da data falaremos e discutiremos o tema", afirmou Conde, deputado da coalizão de esquerda Frente Ampla.

Chávez declarou hoje que se nos próximos três meses o Congresso brasileiro não ratificar o processo de adesão de seu país ao Mercosul, preparará "o pedido de retirada" do bloco.

"Vamos esperar até setembro. Não esperaremos mais porque os Congressos brasileiro e paraguaio não têm razão política nem moral para não aprovar nosso ingresso. Se não o fizerem, retiraremos nosso pedido até que haja novas condições", disse Chávez.

Ao tomar conhecimento das declarações, Conde defendeu a "retirada da carga ideológica do debate" e indicou que o que deve fazer é "trabalhar para resolver um tema complicado, mas com prudência".

Os congressos da Argentina e do Uruguai ratificaram durante no ano passado o processo de adesão da Venezuela ao bloco sul-americano, mas nos Parlamentos do Brasil e do Paraguai o tema ainda não foi resolvido.

Já o deputado do Partido Nacional Pablo Iturralde disse "não estar surpreendido" pelo ultimato de Chávez.

"Cada vez que ele não gosta de algo utiliza a desqualificação, essa não é uma forma de proceder", acrescentou Iturralde.

Para o deputado, a decisão dos Parlamentos "deve ser soberana".

Ele lembrou que seu partido se opôs à votação e à ratificação no Parlamento uruguaio do protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul.

"Nós não participamos dessa sessão, que foi às pressas, de madrugada para dar um presente a Chávez, mas ele respondeu com desprezo ao não participar da Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo", lembrou o deputado.

E concluiu: "Quem se integra a um bloco, tem que aceitar as regras do jogo".

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