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12/07/2007 - 11h47

Relatório da Casa Branca diz que segurança no Iraque é um "grande desafio"

Washington, 12 jul (EFE).- A situação de segurança no Iraque
continua sendo "complexa" e representa um "grande desafio" para a
estratégia dos Estados Unidos, segundo o relatório que o Governo
apresentou hoje ao Congresso.

"A estratégia reconhece que os níveis de violência no último ano
prejudicaram os esforços para alcançar a reconciliação política"
afirma o relatório.

"Isso encorajou os extremistas, e desacreditou o Governo
iraquiano e a coalizão", acrescenta o documento.

Larry Downing/Reuters
George W. Bush durante entrevista coletiva, nesta quinta, na Casa Branca
AMEAÇA DA AL-QAEDA NÃO É A MESMA
BUSH: OBJETIVO É RETIRAR TROPAS
Indica também que houve um "avanço satisfatório" em relação a
oito metas impostas por Washington para que o Governo iraquiano
cumprisse, mas considera que é "insatisfatório" em outras oito.

Em termos gerais, este relatório afirma que o Governo considera
que há "sinais de esperança" na situação e que é necessário mais
tempo para dar oportunidade para que o plano atualmente em vigor
funcione.

No entanto, em relação ao cumprimento de outros dois objetivos
impostos ao Governo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki,
a consideração do relatório é "mista".

Ao mesmo tempo, indica que "no geral" não foi alcançada "a meta
desejada" em temas importantes, como a redução da violência
sectária, e não chegou a ser aprovada uma lei para distribuir o
lucro que o país árabe obtém do petróleo.

No âmbito da segurança, o relatório afirma que "a situação
continua sendo complexa e um desafio", e ressalta que as forças da
coalizão e as iraquianas sofreram "constantes aumentos" de ataques,
especialmente nas zonas de Bagdá, Diyala e Salah ad-Din.

Apesar do aumento da violência sectária na região, o estudo
indica que houve uma redução na zona de Bagdá, devido, em parte, ao
fato de que as forças iraquianas e da coalizão se concentraram na
segurança da população.

O relatório reconhece que os altos níveis de violência
registrados durante 2006 "prejudicaram os esforços para conseguir
uma reconciliação política", devido às tensões sectárias e à força
que os extremistas ganharam, o que "desacreditou as forças da
coalizão e o Executivo iraquiano".

Todas estas circunstâncias tornaram muito difícil chegar a
compromissos necessários para promover a reconciliação, afirma o
relatório da Casa Branca.

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