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18/07/2007 - 15h37

Príncipe da Espanha está interessado em ações sociais de empresas no Brasil

Brasília, 18 jul (EFE).- O Príncipe de Astúrias se interessou hoje pelas ações desenvolvidas pelas empresas espanholas no Brasil através de suas corporações sociais e por suas perspectivas de futuro em um país que tem a Espanha como maior investidor europeu.

Felipe de Borbón participou hoje de um café da manhã de trabalho na residência da Embaixada da Espanha em Brasília com os representantes das principais empresas espanholas estabelecidas no país.

Este foi o último ato da visita de dois dias do príncipe a Brasília, de onde partiu hoje antes do meio-dia para Madri.

Também participou do café da manhã o ministro espanhol de Cultura, César Antonio Molina, que acompanhou na terça-feira o príncipe na inauguração do plano de ampliação da presença do Instituto Cervantes no Brasil, ato central da visita.

Antes de começar a reunião de trabalho, Felipe de Borbón pediu que se guardasse um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente aéreo de São Paulo e lembrou que ontem à noite transmitiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva as condolências do povo espanhol e da Casa Real pela tragédia.

Durante uma hora e meia, o Príncipe conheceu as análises dos representantes no Brasil do Banco Santander, Telefónica, Gás Natural, Iberdrola, OHL, Repsol YPF, Sidenor, Abengoa, Mapfre, Cuatrecasas, Mondragón, Hispamar, Endesa, Iberoestar, Vivo e Rubayat.

Felipe de Borbón se interessou pela situação econômica do Brasil, do ponto de vista do empresariado espanhol, perguntou pela regulação do setor elétrico e pelo futuro industrial das energias renováveis, segundo fontes da Casa Real.

Também recebeu informação sobre as atividades sociais e de cooperação desenvolvidas pelas empresas espanholas e, neste sentido, lhe comunicaram que a Câmara de Comércio da Espanha no Brasil deve apresentar um relatório sobre a responsabilidade social dos grandes grupos empresariais no país.

Segundo fontes diplomáticas, as relações econômicas e comerciais bilaterais experimentaram um "forte impulso" na última década, sobretudo os investimentos em energia, telecomunicações e o setor financeiro, que aposta no Brasil a longo prazo.

A Espanha, com um investimento acumulado de quase US$ 30 bilhões, é o maior investidor estrangeiro da Europa no Brasil e o segundo atrás dos Estados Unidos.

Agora uma nova onda de investimentos vindos de empresas menores diversifica a aposta econômica em novos setores como os da alimentação, química, automação e turismo.

Segundo as fontes diplomáticas, as empresas brasileiras começam a olhar a Espanha como um destino para seus investimentos, reforçando assim a associação estratégica entre ambos os países.

No entanto, o volume de comércio é ainda modesto em comparação com o do investimento, apesar da fração de mercado dos produtos espanhóis no Brasil ter crescido nos últimos dez anos.

A reunião empresarial com o Príncipe Felipe foi o ponto final da sua estadia de dois dias em Brasília, nos quais inaugurou, junto com o ministro da Cultura, o plano de ampliação do Instituto Cervantes com a abertura de centros na capital brasileira, Salvador, Curitiba e Porto Alegre.

No final do ano se somarão os de Belo Horizonte, Florianópolis e Recife que, junto aos que já funcionam no Rio de Janeiro e São Paulo, transformam ao Brasil no país com mais delegações deste centro de aprendizagem do espanhol.

A abertura desta grande rede no Brasil responde, disse o Príncipe, "à crescente demanda de aprendizagem do espanhol neste enorme país" e, sobretudo, "é produto da firme vontade da Espanha de impulsionar a dimensão cultural das relações hispânico-brasileiras".

Felipe de Borbón também se reuniu na terça-feira no Palácio da Alvorada com o presidente Lula, com o qual almoçou em particular, após visitar o Tribunal Superior do Trabalho a fim de conhecer a Escola de Formação de Juízes do Trabalho, um projeto da Agência Espanhola de Cooperação Internacional.

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