UOL Notícias Notícias
 

22/07/2007 - 16h16

Conselho de Exteriores da UE discutirá Darfur e o tratado de reforma

Bruxelas, 22 jul (EFE).- Os ministros de Exteriores da União Européia (UE) abrirão, nesta segunda-feira, as discussões para redigir o tratado de reforma do bloco, e começarão a estudar uma possível missão militar de ajuda aos milhares de refugiados de Darfur (Sudão) amparados em países vizinhos.

Este Conselho de Exteriores, o primeiro a cargo da atual Presidência portuguesa do bloco, lançará a conferência intergovernamental (CIG) da qual deve sair o texto final do tratado de reforma da UE, que espera-se que seja concluído para a cúpula informal de Lisboa, que será realizada nos dias 18 e 19 de outubro.

O trabalho será baseado no acordo obtido pelos líderes da UE na cúpula de Bruxelas, realizado no mês passado, e embora a Polônia tenha manifestado o desejo de reabrir a questão do voto, fontes diplomáticas asseguraram que "nenhum país tentou questionar o compromisso de junho".

A afirmação surgiu depois de uma conversa telefônica entre os ministros de Exteriores de Portugal, Luis Amado, e Polônia, Anna Fotyga, dentro de uma série de contatos recentes entre os Governos dos dois países.

Os ministros também lançarão o planejamento de uma possível operação militar, sob mandato da ONU, que proteja os milhares de refugiados do conflito da região de Darfur no Chade e na República Centro-Africana.

Os detalhes da missão não estão muito definidos, mas fontes diplomáticas adiantaram que duraria cerca de doze meses, e teria entre 1.500 e 3 mil soldados.

A operação, que poderia ser iniciada no fim de outubro, quando termina a temporada de chuvas, pode servir de ponte para a instalação de outra missão, de caráter policial e militar da ONU, disseram as fontes.

No entanto, a União Européia está esperando pela decisão das Nações Unidas.

"Podemos falar, mas dependemos do Conselho de Segurança para a autorização da missão", disse uma fonte diplomática.

A iniciativa seria realizada em paralelo ao deslocamento - no início de 2008 - de uma força mista da ONU e da União Africana (UA), com 20 mil soldados, em substituição à atual missão da UA, de 7 mil homens, que foi incapaz de acabar com as violações dos direitos humanos na província do oeste do Sudão.

Os ministros também vão discutir as possibilidades de avanço no Oriente Médio, após a libertação de 250 prisioneiros palestinos em Israel, e a reunião feita pelo Quarteto de Madri (composto por União Européia, Estados Unidos, ONU e Rússia) em Lisboa, na qual se voltou a ratificar o apoio ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

O Conselho deve aprovar um texto que pede o estímulo ao diálogo entre palestinos e israelenses, e que se dê ao povo palestino uma perspectiva real de que pode ter um Estado independente.

Sobre a Líbia, o Conselho apoiará a disposição da UE de reforçar as relações com o país, uma vez que se solucione totalmente o caso das enfermeiras búlgaras e do médico palestino, que haviam sido condenados à morte, mas tiveram as penas reduzidas para prisão perpétua esta semana.

Os ministros tratarão também da recente expulsão recíproca de diplomatas entre Reino Unido e Rússia, em função do caso do assassinato do ex-espião Alexander Litvinenko.

No entanto, a fonte diplomática assegurou que o bloco europeu não tem intenção "de ir além" da recente declaração da Presidência da UE, que expressou sua "decepção com a falta de cooperação construtiva da Rússia".

Fontes diplomáticas britânicas consideraram que o respaldo da UE ao Reino Unido não pode ser resumir à declaração, embora tenham destacado que se sentem "muito apoiados" pelos outros países do bloco.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,71
    3,168
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,12
    68.634,65
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host