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23/07/2007 - 17h18

Comunidade internacional precisa se unir contra Irã, diz Shimon Peres

Paris, 23 jul (EFE).- O novo presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou que o Irã cederá em seu programa nuclear se houver rigidez nas sanções e se a comunidade internacional se apresentar unida.

"Se o Irã for confrontado por uma frente unida, o país mudará", afirmou Peres em entrevista ao jornal francês "Le Figaro". "A força dos iranianos está na divisão do mundo", acrescentou.

Peres disse que a pressão da comunidade internacional conseguiu com que Ucrânia, Líbia, África do Sul e Coréia do Norte renunciassem a seus planos nucleares.

Enquanto isso, Israel não quis reconhecer formalmente que dispõe da bomba atômica. O novo chefe de Estado repetiu a declaração oficial de que "não será o primeiro país a introduzir a arma nuclear na região".

Peres, de 83 anos, desqualificou também as propostas de paz do presidente da Síria, Bashar al-Assad.

Ele disse que o regime não pode ao mesmo tempo "apoiar o Hisbolá (a milícia islâmica libanesa), dar armas, tentar derrubar o Governo libanês de Fouad Siniora, que é apoiado pelos Estados Unidos, pelos sauditas e pelos franceses, e afirmar que quer a paz".

Insistiu em que "os sírios não querem negociar frente a frente, (mas) querem falar por intermédio dos EUA". Shimon Peres afirmou que Israel está disposto "a receber o presidente Assad para discutir diretamente com ele".

Sobre a forma de abordar as negociações com os palestinos, disse que "a economia constitui o novo credo", já que, enquanto "a política trata da guerra, a economia se ocupa das relações" e, segundo ele, "é muito difícil definir fronteiras se as relações estão tensas".

O presidente afirmou que os israelenses não precisam de colônias e disse que, no passado, já tinham restituído os territórios ocupados ao Egito e à Jordânia.

"Com os palestinos, aceitamos - incluindo a direita israelense - a idéia de um Estado palestino. A colonização correspondia a outra época", argumentou.

Peres negou que exista um temor devido à vitória dos islâmicos moderados do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) nas eleições gerais da Turquia. Para ele, os políticos da legenda são "muçulmanos neoeconômicos".

Além disso, ele afirmou que o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, prometeu continuar com sua política, "que se traduziu em excelentes relações entre Israel e Turquia, um país aberto e avançado", segundo Peres.

Perguntado sobre se pretende ser um presidente mais ativo que os antecessores, Shimon Peres afirmou que o cargo de chefe de Estado não é meramente simbólico, mas destacou que não tem intenção de competir com o Governo. Disse, ainda, que respeitará "sua autoridade, da mesma forma que a da Justiça e a do Parlamento".

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