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24/07/2007 - 23h13

Paramilitares colombianos suspendem processo de paz após decisão da Justiça

Bogotá, 24 jul (EFE).- Os chefes paramilitares desmobilizados colombianos anunciaram hoje que suspenderão por tempo indefinido as diligências judiciais previstas pela Lei de Justiça e Paz, devido a uma decisão recente da Corte Suprema de Justiça (CSJ).

Antonio López, do Bloco Cacique Nutibara (BCN), porta-voz dos chefes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), explicou que, segundo a decisão da CSJ, os paramilitares serão julgados como bandidos comuns e não por crimes políticos.

López acrescentou que cerca de 30 altos chefes das AUC e outros 30 comandantes de nível médio, detidos na prisão de Itagüí, decidiram congelar os processos.

"Estão suspensas as diligências judiciais do processo de construção da verdade, a informação sobre covas e desaparecidos e o processo de entrega de bens para a indenização das vítimas", disse.

No dia 11 de julho a CSJ afirmou que o crime de sedição não se aplica para ex-paramilitares e "parapolíticos", como diz a Lei de Justiça e Paz.

"A decisão judicial ignorou o marco jurídico atual, impondo novas e onerosas considerações sobre nossos processos", segundo López.

Ele denunciou publicamente que o processo de paz, depois da desmobilização e entrega das armas, "foi burlado". E acusou o Governo de "não cumprir os compromissos", como o de "garantias do devido processo".

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, reagiu imediatamente em Medellín. Ele disse que "se a guerrilha cometeu sedição, o mesmo crime deve ser atribuído aos paramilitares".

Os paramilitares resumiram a situação dizendo que assim ficam na mesma condição em que estariam se não tivessem negociado um processo de paz com o Governo.

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