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25/07/2007 - 23h31

Governo colombiano e ELN fecham rodada de conversas sem consenso

Bogotá, 25 jul (EFE).- O Governo colombiano e a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) encerraram a sexta rodada de seu diálogo de paz, em Havana, sem consensos sobre um "acordo base", informaram hoje fontes do grupo rebelde.

A etapa terminou num "ambiente de dificuldades", avaliou o ELN numa nota divulgada pela "Revista Insurreción", o seu informativo eletrônico.

A rodada levou quase três meses, dando continuidade às reuniões iniciadas em dezembro de 2005, sempre na capital cubana. Ela começou dia 17 de abril. O objetivo era que Governo e rebeldes pudessem assinar um "acordo base", com um cessar-fogo e o fim de hostilidades.

A meta havia sido fixada pelo alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, representante do Executivo. Os enviados do ELN foram Antonio García e Pablo Beltrán, segundo e terceiro no comando do grupo, respectivamente.

A organização garante estar disposta a "assinar, como contribuição ao ambiente de paz, um acordo de cessar-fogo por um tempo determinado". Mas exige ao mesmo tempo que o Governo faça contribuições reais, com medidas para neutralizar a perseguição a opositores políticos e dirigentes sociais, além de aliviar o problema do desaparecimento forçado e as detenções maciças.

O assunto do cessar-fogo e sua verificação centraram as discussões, continuou o grupo guerrilheiro.

"Outra trava é que o Governo evita um perfil bilateral, sobretudo no tema das hostilidades, negando que pratica hostilidades contra a sociedade", denunciou o ELN.

Nas outras questões previstas na agenda "muito pouco se avançou", acrescentou o grupo, reconhecendo que as partes não conseguiram superar a desconfiança.

No entanto, ratificou sua decisão de contribuir na superação do conflito armado interno, o que "não é tarefa fácil, nem um problema de vontade política".

"O ELN considera que é possível a saída política ao conflito com base num grande consenso nacional, uma política de Estado favorável à paz e à participação da sociedade", afirmou o comunicado do grupo insurgente, que hoje conta com cerca de 4.500 combatentes.

O ELN é a segunda maior guerrilha do país, depois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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