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08/08/2007 - 10h06

Cresce número de americanos que buscam informações médicas na internet

Paula Gil San Francisco, 8 ago (EFE).- Caso você tenha obsessão por problemas de saúde e tenha encontrado na internet a melhor ferramenta para solucionar suas dúvidas, não se sinta sozinho: 160 milhões de pessoas nos EUA têm o hábito de buscar informações médicas na rede e já são consideradas "cibercondríacas".

Segundo uma recente pesquisa da empresa de consultoria "Harris Interactive", nos EUA há 160 milhões de "cibercondríacos", pessoas que recorreram alguma vez à internet para encontrarem uma informação médica, o que representa um aumento de 37% em menos de dois anos.

Em média, o "cibercondríaco" procura seis vezes por mês uma resposta na rede para seus problemas de saúde, embora 16% dos entrevistados tenham reconhecido que chegam a realizar dez acessos desta natureza.

A grande maioria - 88% - se mostrou satisfeita com os resultados de sua busca e 86% considerou confiável a informação obtida.

Os especialistas da "Harris Interactive" acreditam que o aumento se deve, principalmente, ao crescimento do número de usuários e afirmam que as conseqüências serão sentidas na relação médico-paciente.

"O aumento do número de pessoas que recorrem à internet para sanar suas dúvidas relacionadas à saúde teve um impacto no conhecimento dos pacientes e no tipo de perguntas que são feitas aos médicos", afirmam os responsáveis pelo estudo.

Os "cibercondríacos" costumam chegar à consulta médica com um grande conhecimento sobre suas doenças e com informações para possíveis tratamentos.

"As relações médico-paciente estão em processo de mudança", acrescenta o estudo. Segundo a pesquisa, há motivos para pensar que o impacto da internet sobre a medicina crescerá.

Virgilio Licona, membro da direção da Academia Americana de Médicos de Família (AAFP), vai além. Para ele, as relações com os pacientes nunca mais serão como antes, por causa da saturação de informação médica na rede.

No entanto, ele diz que se trata de uma mudança para melhor.

"É uma outra forma de ajudar. A Internet serve de ferramenta para os médicos e de material educacional para os pacientes", declarou Licona à agência Efe.

Ele acrescentou: "É necessário tentar ajudar os pacientes a entender a sua doença. Como médico de família, um dos pré-requisitos é ser capaz de educar", sobretudo, no caso das doenças crônicas.

Além disso, a internet evita que as pessoas recorram a fontes menos confiáveis. "Principalmente os latinos que vivem nos EUA, que buscam conselho médico freqüentemente com amigos ou vizinhos que não são especialistas", disse Licona.

No entanto, nos milhões de sites na internet dedicados a questões de saúde são encontrados conselhos sábios. E outros nem tanto.

"A qualidade é muito variável. Infelizmente, ainda não existe um controle de qualidade sobre a informação que circula na rede, por isto os médicos devem tentar conduzir seus pacientes aos sites confiáveis", afirma Licona.

Segundo ele, os "cibercondríacos" podem confiar plenamente nos sites das associações médicas e de apoio a doentes, como a de sobreviventes do câncer.

Em qualquer situação, o melhor é contar sempre com uma segunda opinião médica. "O paciente deveria consultar sempre duas fontes na rede sobre o mesmo assunto", acrescentou Licona.

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