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11/08/2007 - 17h59

Bush e Sarkozy ressaltam vínculo de amizade entre Estados Unidos e França

(traz declarações de Bush e Sarkozy e outros detalhes) Washington, 11 ago (EFE) - Os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da França, Nicolas Sarkozy, enfatizaram hoje os vínculos de amizade entre os dois países, mas admitiram que há divergências entre ambos.

"Obviamente, há divergências, mas por haver divergências não quer dizer que não se possa ter uma relação boa", disse o chefe da Casa Branca, que teve um "almoço informal" com Sarkozy na residência de seu pai, o ex-presidente americano George Bush.

George W. Bush, que teve uma relação difícil com o Governo de Jacques Chirac, descreveu Sarkozy como "um aliado" com o qual pode ter "uma conversa franca".

Sarkozy, que passa férias com sua família em New Hampshire, foi recebido por Bush em Kennebunkport (Maine) para um encontro no qual os dois dirigentes discutiram assuntos como Iraque e Sudão.

"Por 250 anos, França e Estados Unidos foram amigos e aliados", disse Sarkozy, que chegou à residência de verão do ex-presidente Bush e de sua esposa Barbara convidado pelo atual governante americano.

"Quando olhamos sobre a costa do Atlântico, todos os cemitérios com cruzes brancas, estes são os jovens americanos que chegaram a morrer por nós", acrescentou o presidente da França. "E isso é mais importante que o senhor Sarkozy e o senhor Bush", enfatizou.

"Isto significa que concordamos em tudo?", prosseguiu o governante francês. "Não, porque em uma família pode haver divergências. Mas somos a mesma família, e esta é a verdade. A França é amiga das democracias, não das ditaduras", disse.

Esta é a segunda vez que Bush escolhe a casa de seus pais, George e Barbara, para se reunir com o dirigente de um país com o qual as relações estavam complicadas nos últimos anos: em julho, o hóspede em Kennebunkport foi o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O ex-presidente Bush (1989-1993) também usou sua residência familiar para encontros internacionais. O local já recebeu visitantes como o então presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, e a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.

Bush e sua esposa Laura convidaram Sarkozy e sua esposa Cecilia, que passam férias no lago Winnipesaukee (New Hampshire), para o encontro, no qual o menu foi "tipicamente americano", ou seja, hambúrgueres e salsichas.

O canal de TV a cabo "CNN" informou hoje que Cecilia ligou para Laura para se desculpar por não comparecer ao encontro, explicando à primeira-dama dos EUA que ela e seus filhos não estavam se sentindo bem.

Fontes diplomáticas afirmaram que o encontro dos dois presidentes poderia ser o começo de uma nova etapa nas relações entre Washington e Paris.

Durante a Presidência de Jacques Chirac, as relações entre Estados Unidos e França passaram por momentos difíceis devido à recusa de Paris em aprovar a invasão do Iraque, expressada no prolongamento das discussões no Conselho de Segurança da ONU no final de 2002 e começo de 2003.

Analistas diplomatas acreditam que Sarkozy, que substituiu Chirac em maio e se comprometeu a melhorar as relações com Washington, poderia se tornar um parceiro de grande valor para Bush, que acaba de perder seu maior aliado na Europa, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair.

O novo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, um crítico da Guerra do Iraque, visitou Bush em Camp David (Maryland) recentemente, e é esperado que dê continuidade à retirada gradual dos soldados britânicos do Iraque.

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