UOL Notícias Notícias
 

17/08/2007 - 11h40

PDVSA confirma renúncia de diretor-geral por caso da mala com dinheiro

Caracas, 17 ago (EFE) - A Petróleos da Venezuela S/A (PDVSA) confirmou hoje a renúncia de Diego Uzcátegui Matheus do cargo de diretor-geral da PDVSA América, devido ao caso da mala com US$ 800 mil com que um empresário venezuelano tentou entrar ilegalmente na Argentina.

Daniel Uzcategui Spetch, filho de Uzcategui Matheus, é apontado na Argentina como a pessoa que convidou o empresário venezuelano Guido Antonini Wilson a viajar no vôo privado fretado por uma empresa estatal argentina que o levou a Buenos Aires, em 4 de agosto, quando tentou passar o dinheiro sem declarar na alfândega.

Na quinta-feira, uma juíza argentina emitiu uma ordem de captura internacional contra Wilson, que se supõe que está em Miami, onde possui residência.

A imprensa argentina informou no domingo que o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, queria que Diego Uzcátegui Matheus fosse afastado de seu cargo na PDVSA como um "gesto forte" do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O ex-diretor-geral da PDVSA "colocou seu cargo à disposição (...), a renúncia foi aceita, dando início a todos os trâmites administrativos correspondentes", informou um comunicado da estatal venezuelana.

O alto executivo da petrolífera renunciou "para facilitar as investigações" internas que a PDVSA realiza "para determinar as circunstâncias que ligam funcionários da indústria com o episódio" da mala, afirmou o comunicado oficial.

"A PDVSA reitera sua disposição de enfrentar toda a colaboração que as autoridades competentes precisarem para o esclarecimento definitivo do fato, e se reservam as ações legais e administrativas necessárias com o objetivo de preservar a integridade da empresa e seus trabalhadores", acrescentou.

O escândalo da mala também custou o cargo de Claudio Uberti, um dos funcionários argentinos que viajaram de Caracas a Buenos Aires junto com o empresário e considerado o "responsável político" do vôo.

Wilson, que também tem nacionalidade americana, chegou a Buenos Aires em um avião alugado pela empresa estatal argentina Enarsa para levar à Argentina alguns de seus diretores e outros da PDVSA, às vésperas de uma visita oficial à capital argentina do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

A juíza argentina Marta Novatti pediu na quinta-feira a captura internacional do empresário venezuelano, a quem, no momento, só foi cobrada uma multa por "infração às normas alfandegárias", pelo crime de "contrabando em grau de tentativa", disseram fontes judiciais.

O ministro de Energia venezuelano e presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, acusou a imprensa local e argentina de usar o caso da mala para "montar um linchamento midiático" contra a empresa.

Ramírez, assim como os ministros venezuelanos de Relações Exteriores, Nicolás Maduro, e do Interior, Pedro Carreño, destacou o fato de que o escândalo da mala explodiu quase três dias depois de ter acontecido e justamente durante a presença em Buenos Aires do presidente Chávez.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,12
    3,283
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,05
    63.226,79
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host