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19/08/2007 - 09h50

Tailandeses aprovam nova Constituição após golpe de Estado de 2006

Fernando Mullor Grifol Bangcoc, 19 ago (EFE).- Após o golpe de Estado militar em 2006, os tailandeses aprovaram hoje uma nova Constituição com mais de 50% dos votos emitidos em plebiscito, anunciou o primeiro-ministro da Tailândia, general Surayud Chulanont.

"Consideramos que esta Constituição foi aprovada e será apresentada ao rei (Bhumibol Adulyadej) para que a sancione no final de agosto", disse.

"O resultado foi de mais de 50%. Agradeço ao povo tailandês por exercitar seu direito ao voto", acrescentou o chefe de Governo.

Cerca de 45,6 milhões de tailandeses foram convocados para aprovar ou rejeitar a Carta Magna proposta pelo Governo instalado pelos militares após o golpe de Estado de 19 de setembro de 2006 para destituir, por corrupção e nepotismo, o então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.

As autoridades esperavam que a iniciativa prosperaria com a aprovação de 60% a 70% das cédulas válidas, uma quantidade suficientemente definitiva para legitimar o levante e o processo para restabelecer o sistema democrático.

Chulanont disse que as eleições legislativas acontecerão em dezembro, como estava previsto, o que permitirá contar com um Governo saído das urnas em 2008.

A proclamação da vitória aconteceu meia hora depois do fechamento dos colégios eleitorais, que aconteceu às 16h (6h de Brasília), sem que a Comissão Eleitoral tenha anunciado o resultado da apuração, o que devia acontecer às 21h (11h de Brasília).

Duas pesquisas de boca-de-urna previram uma vitória da proposta com mais de 60% dos votos válidos emitidos.

A enquete feita pela Universidade Suan Dusit concede 67,94% dos votos ao "sim" e indica que o maior apoio vem do sul do país, cenário de um conflito separatista islâmico que deixou cerca de 2.600 mortos desde 2004.

A pesquisa da Universidade Ramkhamhaeng foi feita com 17.346 eleitores, dos quais 60,19% aceitam a Constituição.

A nova Constituição, entre outros, limita o mandato consecutivo do primeiro-ministro para oito anos, reduz de 500 para 480 as cadeiras da câmara baixa do Parlamento e de 200 para 150 as do Senado.

Além disso, quase a metade do Senado será escolhida por um comitê formado por magistrados, funcionários eleitorais e grupos cívicos.

Esta mudança na câmara alta representa, para alguns analistas, a porta para que os militares se instalem no Legislativo.

O dia de votação ocorreu, no geral, sem incidentes graves, exceto pela explosão de uma bomba em um mercado próximo a um centro de votação na província de Narathiwat, que deixou dois feridos, um civil e um soldado.

A bomba continha cinco quilos de explosivos que foram detonados por volta do meio-dia, justamente quando um soldado fazia patrulha pelo lugar e um aldeão realizava compras, segundo o jornal "Bangcoc Post". As duas vítimas foram levadas para o Hospital Rueso.

Cerca de 16.000 soldados foram mobilizados para proteger os 2.558 colégios eleitorais abertos nas províncias de Yala, Pattani, Narathiwat e Songkhla, no sul da Tailândia, onde a violência separatista causa mortes quase diariamente.

O multimilionário Shinawatra, quem vive no exílio e contra quem a Procuradoria iniciou vários processos por causa de suposta corrupção, assim como seus simpatizantes tinham sido contra este plebiscito, para o qual pediam o "não".

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