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31/08/2007 - 20h09

Estilistas apresentam coleções na LatinoAmericaFashion, em Madri

Lita Senra Madri, 31 ago (EFE).- Glória Coelho estreou hoje no último dia da LatinoAmericaFashion (LAF) em Madri a sua coleção primavera-verão 2008, inspirada no carnaval - com máscaras, confete e serpentina - e no cinema italiano dos anos 60 e 70.

A fotografia, com o conceito positivo-negativo apresentado no tule branco sobre roupas pretas e vice-versa, em vestidos e saias trabalhados em organza, algodão e tule, tecidos usados para introduzir transparência numa coleção muito feminina.

A aposta pelo branco e o preto não tira a atração para cores alegres como verdes, rosas e azuis que se tornam metalizadas em algumas ocasiões, em roupas mais livres. O brilho é acentuado em vestidos delicados de noite que evocam o glamour de outras épocas.

A LAF também recebeu hoje as coleções dos mexicanos Trista e das irmãs Julia e Renata, do argentino Pablo Ramírez e da colombiana Lina Cantillo.

Os mexicanos José Alfredo Silva e Giovanni Estrada, da Trista, querem estourar no mundo da moda e já conseguiram bons resultados em seu país, o que valeu uma passagem para a LAF.

Para o próximo verão, eles criaram uma coleção em que evocam o Segundo Império no México no século XIX e a elegância da imperatriz Carlota. A partir da imagem dela, eles recriaram um mundo de luxo e esplendor urbano para o século XXI.

As silhuetas assimétricas - mas equilibradas - podem ser vistas em toda a coleção. Há saias com longos cinturões de pele, camisa de seda com bainhas e mangas bufante, feitas com tecidos muito finos, algodões com sedas, sedas puras, faixas em tons crus, bege, cinza e preto.

A colombiana Lina Cantillo pôs o toque masculino na passarela com uma coleção para homens, em que foram vistos trajes esportivos quadriculados ou combinados lisos, calças curtas ou longas, mas largas e frescas, nas cores branca, celeste, marinho e os tons de terra.

A aposta das mexicanas Julia e Renata também foi original. As duas estilistas estavam "nervosas e muito contentes" ao retornar à LAF pelo terceiro ano. "É muito emocionante participar com um desfile individual e compartilhar esta experiência com um grupo de estilistas tão criativos", afirmaram à agência Efe.

Hoje elas apresentaram uma coleção "geológica" com peças assimétricas, desconstruídas, em que as cores se destacam: num confronto de neutras e luminosas que combinam de forma magistral para que não chame muita atenção e a sensação de suavidade domine na peça.

Para isso elas usaram tons marrons e de terra como base e depois fizeram misturas tricolores, com amarelo, bege e preto; laranja, cinza e chocolate; azul real, menta, ocre e violeta em uma simbiose única com a natureza.

Já Pablo Ramírez vestiu a passarela de preto para fechar a 5ª edição da LAF. Segundo o estilista, o desfile em Madri é uma oportunidade para que ele se torne conhecido na Europa.

Ramírez usa sempre o preto, tanto no verão como inverno. Ele gosta de vestir a mulher com roupas elegantes, seja com peças mais simples como roupões fechados com linho ou com delicados vestidos de seda e cetim, inspirados no cinema dos anos 50.

Pablo Ramírez propõe prendas leves em algodão, denim ou linho que se ajustam ao corpo e realçam a silhueta. Para obter esse efeito, o estilista estudou os cortes e as estruturas das peças.

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