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04/09/2007 - 23h43

Bill Clinton diz estar "muito feliz" à sombra de sua mulher

Washington, 4 set (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, quase oito anos depois de ter deixado o cargo, afirmou hoje no programa da apresentadora Oprah Winfrey que está "muito feliz" com a vida à sombra de sua mulher, Hillary.

Clinton, que foi ao "talk show" televisivo para divulgar seu novo livro, "Giving", disse estar encantado com o papel que desempenha atualmente, colaborando extra-oficialmente e à sombra de sua mulher.

"Desfruto o que estou fazendo, estou muito contente com isso", afirmou.

Ao ser perguntado sobre se sentia saudades de governar o país, Clinton titubeou na hora de dar a resposta: "Sim e não. Fiquei entusiasmado quando fui reeleito porque sabia que só poderia ficar oito anos (no poder), que é o que permite nossa Constituição".

"Mas sempre achei que é uma perda de tempo passar um dia de sua vida pensando como seria fazer algo que não pode mais", acrescentou.

Além disso, o ex-presidente explicou como colabora na campanha presidencial de Hillary. Segundo Clinton, ela "sabe muito mais" sobre os temas políticos atuais que ele, que os observa "de longe".

"Se (Hillary) está escrevendo algum artigo importante ou vai fazer um discurso relevante, ela me pede para lê-lo", disse o ex-presidente, que afirmou que a pré-candidata às vezes solicita um conselho para algum assunto estratégico.

Além disso, a apresentadora do programa perguntou como Clinton seria chamado se Hillary se tornar a primeira mulher a ocupar a Casa Branca.

"Meus amigos escoceses dizem que deveriam me chamar de 'First Laddie' ('Primeiro cavalheiro') porque é o que mais se parece com 'First Lady' ('Primeira-dama')".

Clinton afirmou que não se preocupa com o nome que receberá, mas sim com o que fará.

Desde o fim de seu mandato, Clinton se dedicou totalmente à fundação que leva seu sobrenome. Ele usa sua influência para tentar encontrar soluções para problemas como a pobreza mundial, o aquecimento global, a propagação da aids, e principalmente, a luta contra a obesidade juvenil.

"Sempre me interressei por esportes e sou um corredor assíduo desde 1971, mas quando sofri um ataque no coração, me dei conta de que era pelo alto colesterol e pelas décadas de maus hábitos alimentares", disse.

"Se as tendências atuais se mantiverem, esta geração de jovens poderá ser a primeira a ter uma expectativa de vida menor que a de seus pais", disse Clinton, que colabora com a Associação Americana do Coração na promoção de hábitos alimentares saudáveis entre os jovens.

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