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07/09/2007 - 12h39

Governo britânico rejeita investigação independente de ataques de 7 de julho

Londres, 7 set (EFE).- O Governo voltou a manifestar hoje sua oposição em realizar uma investigação independente sobre os atentados de 7 de julho de 2005, como pedem as vítimas, que iniciaram ações judiciais para alcançar esse objetivo.

"A ministra do Interior (Jacqui Smith) reiterou sua solidariedade com as famílias e os sobreviventes dos ataques de 7 de julho" contra a rede de transporte de Londres, que deixaram 56 mortos, entre eles os quatro suicidas, e mais de 700 feridos.

"O Governo continua mantendo a mesma opinião de que não é necessária uma investigação independente. Não faremos mais nenhum comentário enquanto durarem os procedimentos legais", acrescentou.

O anúncio foi como um balde de água fria sobre as vítimas, que esperavam que os membros do Governo mudassem de opinião para que pudessem evitar uma disputa judicial.

"Nossos clientes ficaram decepcionados com esta resposta", disse o advogado das vítimas, James Oury, à agência britânica "PA". No final de agosto, as vítimas apresentaram ações para obrigar o Governo britânico a realizar uma investigação independente sobre a tragédia.

Os litigantes, sobreviventes e parentes de pessoas que morreram nos atentados pretendem conseguir uma revisão judicial da reiterada recusa das autoridades em investigar a atuação dos serviços secretos, da Polícia e de outros órgãos diante dos atentados.

Em maio, o então primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, descartou uma investigação independente, com o argumento de que seria muito cara e absorveria recursos destinados à luta antiterrorista.

No entanto, Blair ordenou que o Comitê de Inteligência e Segurança do Parlamento (ISC, em inglês) revisasse o papel do MI5 (serviço de espionagem internar) no acompanhamento de dois dos terroristas do 7 de julho.

Segundo informações que vazaram em abril durante o julgamento de cinco indivíduos relacionados à trama para cometer atentados com fertilizantes no Reino Unido, o MI5 encontrou, durante a investigação daquele caso, dois suicidas dos ataques de 7 de julho.

Mohammed Sidique Khan, de 30 anos e suposto "cérebro" dos ataques, e Shehzad Tanweer, de 22 anos, foram submetidos a vigilância quatro vezes antes dos atentados.

No início deste mês, três homens - Mohammed Shakil, de 31 anos; Sadeer Saleem, de 27 anos, e Waheed Ali, de 24 anos - compareceram a um tribunal de Londres acusados de conspirar com os quatro terroristas suicidas do 7 de julho, mas negaram as acusações.

Os atentados foram cometidos por quatro terroristas britânicos (três de origem paquistanesa e um de procedência jamaicana) que explodiram suas bombas em três comboios do metrô e em um ônibus de Londres.

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