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16/09/2007 - 17h47

Secretário de Defesa dos EUA nega que guerra no Iraque seja por petróleo

Washington, 16 set (EFE).- O secretário de Defesa de EUA, Robert Gates, negou hoje que seu país invadiu o Iraque por causa do petróleo, como afirma o ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan em livro que será lançado amanhã.

Em entrevista ao canal de televisão "ABC", Gates rejeitou o motivo do conflito. Ele não fazia parte do Governo quando a invasão começou, em março de 2003.

"Sei que a mesma alegação foi feita sobre a Guerra do Golfo em 1991 e simplesmente acho que não é certa", disse Gates. Ele ressaltou que tem "muito respeito" por Greenspan.

O ex-presidente do Fed (banco central americano) atacou os motivos da guerra em seu livro "A Era da Turbulência: aventuras em um mundo novo", de 500 páginas.

"Qualquer que fosse a angústia pública em torno das 'armas de destruição em massa', as autoridades americanas e britânicas estavam também preocupadas pela violência em uma área que abriga um recurso indispensável para o funcionamento da economia mundial", diz Greenspan no livro.

"Eu me entristeço por ser politicamente inconveniente reconhecer o que todo mundo sabe: a guerra no Iraque é principalmente por petróleo", afirma.

Gates negou essa associação e insistiu que os EUA invadiram o Iraque para acabar com "um ditador agressivo que era uma força de desestabilização em toda a região".

No livro, Greenspan, um republicano de 81 anos, também criticou o Governo de George W. Bush pela condução da economia.

Ele acusa Bush de não usar o poder de veto para bloquear projetos de lei que causaram despesas "fora de controle" e foram elaborados por parlamentares republicanos, que dominavam o Congresso até janeiro.

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