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18/09/2007 - 23h00

Cuba critica bloqueio "esquizofrênico" que custou US$ 89 bilhões

Havana, 18 set (EFE).- O chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, exigiu hoje o fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, cujo custo calculou em mais de US$ 89 bilhões para o país, e que, na sua opinião, no último ano atingiu níveis de "esquizofrenia" sem precedentes.

O chefe da diplomacia cubana apresentou hoje em Havana o relatório que Cuba levará à Assembléia Geral das Nações Unidas, denunciando os efeitos do boicote. O documento, que será votado em Nova York dia 30 de outubro, avalia em mais de US$ 89 bilhões as perdas causadas pelo embargo imposto há mais de quatro décadas.

No último ano, denunciou o ministro, as perdas de Cuba por causa do embargo superaram os US$ 3 bilhões. A sua aplicação "alcançou níveis sem precedentes de esquizofrenia", afirmou.

"Estamos no momento em que o bloqueio se aplica com mais sanha e ferocidade", insistiu Pérez Roque. Ele exigiu o fim do embargo e rejeitou as acusações contra Cuba do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutiérrez.

Gutiérrez afirmou na segunda-feira que o embargo foi bem-sucedido, rejeitou o diálogo entre os dois países e afirmou que Cuba é uma "paródia" no que diz respeito aos Direitos Humanos.

"Nosso país tem sido claro em sua posição, e está disposto a um diálogo que respeite a nossa soberania e os nossos direitos, na qualidade de iguais. Estamos dispostos a continuar resistindo por mil anos ao bloqueio e às agressões. Se Cuba não foi posta de joelhos até hoje, muito menos será no futuro", disse o chanceler.

Para Pérez Roque, o comentário de González sobre as garantias fundamentais em Cuba não se sustenta. Ele lembrou que o país é membro do Conselho de Direitos Humanos. Já os Estados Unidos "não disputaram a eleição para uma vaga no órgão por medo de perder".

"Ninguém pode acusar Cuba de torturas, vôos secretos, seqüestros de pessoas", lembrou o ministro cubano. Ele denunciou a situação na prisão da base militar dos EUA em Guantánamo, pedindo o fechamento da instalação militar e sua devolução à ilha.

"Quem é a paródia? Quem é o violador?", perguntou Pérez Roque.

Ele se referiu também aos comentários dos pré-candidatos presidenciais americanos sobre suas políticas. E afirmou que a única proposta aceitável é o fim do bloqueio.

Segundo o ministro, só os aspirantes com menos possibilidades se referiram ao tema de forma "honrosa" e defenderam a suspensão "incondicional" do boicote. Já os pré-candidatos com possibilidades têm mostrado "muita hipocrisia", propondo suavizar algumas medidas ou endurecer o bloqueio.

"O bloqueio tem que ser levantado já, imediatamente e incondicionalmente, porque é uma violação dos direitos do povo cubano e da lei internacional", afirmou o ministro.

"O Governo dos EUA não tem nem uma só razão para justificar o bloqueio, uma política de genocídio contra um povo que não constitui uma ameaça à sua segurança", insistiu.

Cuba espera conseguir um apoio majoritário para a sua declaração de condenação do embargo na Assembléia das Nações Unidas. No ano passado foram 183 votos a favor, quatro contra e uma abstenção.

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