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19/09/2007 - 17h17

Legistas britânicos farão novas análises de DNA em caso Madeleine

(Acrescenta declaração dos pais sobre a possível visita de policiais portugueses) Londres, 19 set (EFE). - Legistas britânicos farão novas análises de DNA que podem ser cruciais no caso Madeleine, revelou hoje o jornal vespertino "Evening Standard", enquanto fontes da família McCann questionam a qualidade das amostras.

Os novos exames, que serão realizados em um laboratório de Birmingham, no centro da Inglaterra, têm como objetivo encontrar rastros de DNA da menina no material recolhido em Portugal. Este envolve amostras de sangue encontradas em um apartamento próximo de onde Madeleine desapareceu, em 3 de maio.

Segundo o "Evening Standard", os resultados dos novos testes poderiam ser enviados às autoridades portuguesas nos próximos dias.

Por outro lado, os McCann afirmaram, através de seu porta-voz, Clarence Mitchell, que não esperam a visita de policiais portugueses, como tinham informado jornalistas.

Fontes da Polícia do condado de Leicestershire - onde moram os pais de Madeleine - citadas pela agência britânica "Press Association" ("PA") asseguraram não ter notícias da presença de agentes portugueses no Reino Unido.

A família de Madeleine questionou a qualidade das amostras de DNA supostamente encontradas em um carro alugado pelos pais da menina. O material teria sido determinante na decisão da Polícia portuguesa de declarar Kate e Gerry McCann suspeitos.

Segundo uma fonte próxima aos McCann citada hoje pelo jornal britânico "The Guardian", até 30 amigos e parentes, alguns deles diretos, teriam utilizado o veículo antes que a Polícia recolhesse as provas.

Além disso, o carro foi usado para transportar os pertences de Madeleine quando a família deixou o quarto de hotel de onde desapareceu a menina, na região de Algarve, em Portugal.

Segundo a fonte, o DNA presente em algum desses objetos, como os restos de suor nas sandálias de Madeleine, poderiam ser responsáveis pelos indícios supostamente encontrados.

Na terça-feira, o novo porta-voz da família, Clarence Mithchell, qualificou de absurda a sugestão de que os McCann causaram algum mal a Madeleine. Ele assegurou que há explicações sumamente inocentes para qualquer coisa que a Polícia possa ter encontrado durante as investigações.

No entanto, fontes britânicas próximas à investigação citadas pelo "Evening Standard" insistiram hoje em que pouca gente sabe exatamente qual é o material que os legistas estão avaliando e se mostraram seguros sobre a confiabilidade das provas.

De acordo com as fontes, os legistas britânicos que trabalham no caso teriam levado em conta os riscos de contaminação das amostras, assim como as similitudes entre o DNA de Madeleine e de seus irmãos gêmeos.

Madeleine, de quatro anos, desapareceu do quarto em que dormia com seus dois irmãos, de dois, enquanto seus pais jantavam em um restaurante próximo.

Os McCann, que retornaram em 9 de setembro ao Reino Unido, negaram qualquer participação no desaparecimento de Madeleine e se mostraram indignados com as sugestões de que mataram acidentalmente a menina e ocultaram o cadáver.

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