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10/10/2007 - 06h07

Chávez: "propriedade privada exploradora não cabe em revolução socialista"

Caracas, 9 out (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse hoje que a "propriedade privada acumuladora de riqueza não tem lugar" na revolução socialista que pretende consolidar no próximo dia 2 de dezembro, com uma "contundente vitória" no referendo sobre a reforma constitucional que promove.

Chávez também exigiu de seus correligionários que promovam a participação dos eleitores no referendo para assim vencer o "inimigo" da abstenção, no ato de juramento de seu comando de campanha pelo "sim" na consulta popular, realizado na noite desta terça-feira em Caracas.

O líder disse que só o socialismo "garante a propriedade privada: o uso da casa, da roupa, do tempo livre", o que, segundo sua opinião, é negado no capitalismo.

Por isso, assegurou que sua proposta de reforma de 33 dos 350 artigos da Carta Magna de 1999 estabelece "a socialização dos meios de produção, da propriedade pessoal, da familiar, a pequena propriedade privada, a pequena e média empresa".

"A empresa privada com o objetivo de acumular riqueza a custa da miséria dos demais não a queremos e a iremos desmontar progressivamente", reiterou o líder da Venezuela, país que é o quinto exportador mundial de petróleo.

Chávez ordenou a seu comando de campanha, que batizou "Zamora", que devem se encarregar de organizar "batalhões" de "revolucionários", os quais terão a tarefa de "explicar aos venezuelanos" a reforma constitucional e motivar a maior parte da população a ir votar o dia 2 de dezembro.

Lembrou que no referendo aprovando a atual Constituição Bolivariana de 1999 a abstenção superou 56% e alertou que esse índice deve ser reduzido na consulta de dezembro.

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