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13/10/2007 - 11h48

Caça-nazistas afirma que "Carrasco de Mauthausen" foi executado em 1982

Paris, 13 out (EFE) - O médico Aribert Heim, conhecido como o "Carrasco de Mauthausen" por seu envolvimento na morte de milhares de judeus e outras pessoas que ofereciam resistência no campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, foi executado em 1982 por caça-nazistas que mantiveram o fato em segredo.

A revelação foi feita por um dos membros do grupo, o ex-oficial israelense Danny Baz, que em um livro que será lançado na França no dia 16 conta os detalhes da captura de Heim no Canadá e sua execução na ilha de Santa Catarina, em frente à costa californiana, no final de 1982.

Em entrevista que está na edição de hoje do "Le Monde", Baz reconhece que a captura não havia sido divulgada até agora, apesar de o chamado "Doutor Morte" de Mauthausen ter continuado a ser procurado e de, em julho, a Áustria ter oferecido uma recompensa de 50 mil euros a quem ajudasse a encontrá-lo.

Segundo ele, era necessário guardar segredo e o anonimato dos membros do "La Chouette", um grupo de caça-nazistas criado nos anos 70 e que era financiado por uma antiga vítima de Heim - tratada apenas pelo apelido de Barney - que teria sobrevivido ao campo de extermínio e conseguiu enriquecer após a Segunda Guerra Mundial.

O "La Chouette" se dissolveu no final dos anos 80, após ter executado membros do "pelotão de choque dos cinco", um grupo de nazistas que assassinou judeus dos Bálcãs, e pessoas que apoiavam a política de Hitler na Hungria.

No entanto, a maior vitória dos caça-nazistas foi a operação de Heim.

Baz diz que a razão de existir do livro "Ni oubli ni pardon. Au coeur de la traque du dernier nazi" (Nem esquecimento nem perdão. No coração da busca do último nazista) é que o famoso nazista corria o risco de se tornar uma figura lendária por ter conseguido sobreviver a 45 anos de busca e captura.

O "Carrasco de Mauthausen" foi detido em 15 de março de 1945 por americanos e, depois de dois anos de trabalhos forçados, foi inesperadamente libertado, enquanto a maior parte de seus colegas era julgada, e muitos deles executados pelos crimes cometidos.

Heim tentou "sumir do mapa" e se tornou um ginecologista na famosa estação balneária de Baden Baden, na Floresta Negra alemã, até que foi informado de que a Polícia o deteria e, por isso, fugiu da região em 1962.

A partir disso, surgiram vários boatos sobre seu paradeiro.

Acredita-se que esteve no Egito trabalhando para a Polícia de Nasser e também no Uruguai, em um santuário de antigos membros das SS refugiados. A Polícia alemã encontrou rastros do médico em meados dos anos 80 na Amazônia, na Espanha e no Chile.

Baz afirma que, se a família de Heim não reconheceu sua morte, é porque continua recebendo pensão e outras fontes de renda. De acordo com ele, há uma conta no banco Berliner Sparkasse com US$ 1,2 milhão.

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