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24/10/2007 - 10h41

Governo do Sri Lanka reconhece perda de oito aeronaves em ataque de guerrilha

Colombo, 24 out (EFE).- Dois dias após um ataque tâmil a uma importante base aérea cingalesa, o Governo do Sri Lanka reconheceu hoje oficialmente a perda de oito aeronaves, como tinha reivindicado a guerrilha.

Em comunicado especial feito no Parlamento, o primeiro-ministro cingalês, Ratnasiri Wickremanayake, enumerou as perdas do Exército no ataque, realizado por 21 comandos dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE) com apoio aéreo.

Os Tigres Negros (como a unidade de elite é conhecida) se infiltraram na base de Anuradhapura, no centro do país, aproveitando que os militares estavam distraídos assistindo a um concurso de talentos musicais na televisão.

O Exército perdeu no ataque, segundo o primeiro-ministro, um helicóptero MI24, um MI27, um Bell 212, três caças BT6, um K8 e um Beechcraft - avião de vigilância -, com o qual o Governo conseguiu anular operações marítimas de contrabando da guerrilha.

Pouco antes, a principal força da oposição, o Partido Nacional Unido (UNP), afirmou no Parlamento que o Exército tinha perdido 18 aeronaves.

A versão oficial era até agora que apenas três aeronaves tinham sido destruídas pelos LTTE, enquanto meios independentes de comunicação asseguraram que o número era muito maior.

No ataque, batizado pelo comando tâmil de "Operação Ellaa'lan", os rebeldes, que contaram com apoio aéreo, mataram treze soldados do Exército, antes de serem abatidos pelas tropas do Governo.

Nos últimos meses o Governo cingalês está fazendo o possível para acabar com a guerrilha tâmil, cortando suas principais vias marítimas de fornecimento armamentístico, mas não pôde evitar que os LTTE conseguissem ter acesso a dois aviões de fabricação tcheca, que chegaram desmontados e agora são utilizados para bombardear alvos.

A guerrilha sofreu várias derrotas nos últimos meses, mas conserva seus redutos no norte do país, onde os confrontos são quase constantes.

Os LTTE passaram a usar a violência nos anos 80 para reivindicar um Estado independente no norte e no leste da ilha, onde a etnia tâmil é majoritária.

Desde o início do conflito, entre 65 mil e 80 mil pessoas morreram na ilha vítimas da violência.

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