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05/11/2007 - 16h06

Sarkozy retorna aos EUA em sua primeira visita oficial ao país

Paris, 5 nov (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, viaja na terça-feira a Washington para sua primeira visita oficial aos Estados Unidos, que, para o Palácio do Eliseu, vai "consagrar o reencontro" entre os dois países depois da crise de 2003 em torno de Iraque.

A visita, de dois dias, inclui vários encontros com o presidente americano, George W.Bush, um discurso na sessão conjunta das duas câmaras do Congresso, uma reunião com a líder da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, e discursos a líderes de organizações judias e empresários dos dois países.

Com esta viagem, Paris tenta "consagrar o reencontro entre a França e os Estados Unidos depois da crise de 2003 e enviar uma mensagem ao povo americano através do discurso" no Congresso, segundo o porta-voz do Palácio do Eliseu, David Martinon.

Jacques Chirac, antecessor de Sarkozy, foi o símbolo da oposição internacional à intervenção militar no Iraque, o que provocou um forte desgaste nas relações entre os dois países.

Sarkozy, que era ministro do Interior na época, ficou em silêncio, mas, segundo próximos, não gostou da forma como Chirac e o titular de Exteriores, Dominique de Villepin, administravam o assunto.

Mas agora as posições são convergentes em muitas questões, começando pela crise com o Irã sobre seu programa nuclear.

"Temos os mesmos objetivos (em relação ao Irã) e trabalhamos de mãos dadas com os EUA, em uma lógica de reforço das sanções" contra Teerã, afirmou o porta-voz.

Além do Irã, Bush e Sarkozy falarão sobre o conflito israelense-palestino, o Líbano, Kosovo, a segurança na Europa, Mianmar, a questão dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - entre eles a colombo-francesa Ingrid Betancourt - e o meio ambiente.

A luta contra a mudança climática é um dos temas de divergência, assim como as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente sobre a agricultura.

Em relação ao Iraque, Sarkozy disse publicamente que a intervenção dos EUA foi um "erro", mas, embora Paris continue defendendo a retirada gradual, ele não deve fazer declarações embaraçosas.

Alinhado com a idéia de que o núcleo da política externa da França não é a relação com os EUA, mas recuperar seu papel de liderança na União Européia, Sarkozy falará no Congresso como o futuro presidente rotativo do bloco, título que ostentará no segundo semestre de 2008.

Em seu discurso, tentará convencer os americanos de que não devem temer a Europa e de que um continente europeu forte é de seu interesse.

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